NÁUTICO

Passagem de Hélio dos Anjos no Paysandu teve fim conturbado: 'As coisas são do meu jeito'

Na sua última entrevista coletiva sob o comando do Bicolor da Curuzu, o treinador disse que o ambiente nos bastidores estava 'nada fácil'

postado em 18/11/2020 18:22 / atualizado em 18/11/2020 18:54

(Foto: Jorge Luiz/Paysandu)
O término da passagem de Hélio dos Anjos pelo Paysandu não foi tranquilo. A entrega de cargo envolveu trocas de farpas entre o treinador, o presidente do Bicho Papão, Ricardo Gluck, e o executivo de futebol, Felipe Albuquerque. Em sua última coletiva de imprensa na Curuzu, em 12 de setembro, além de cobrar posicionamento da diretoria, o treinador disparou sobre sua maneira de trabalhar. 

“Sempre friso para o clube que me contrata que as coisas são do meu jeito. Eu gosto de pressão. Eu trabalho em clube consciente disso. Tem alguns times que eu trabalhei que não volta lá nunca, porque não havia pressão", disse o técnico mineiro. Os quase um ano e quatro meses de trabalho já estavam desgastados e dos Anjos denunciava o ‘clima pesado’ do vestiário bicolor. 

“Eu senti o peso. Sou um profissional que joga limpo. Assumo a responsabilidade de derrotas, erros, jogadores não jogando bem: tudo isso faz parte do trabalho. Mas não gosto dos dias difíceis e acho que o clube, no dia que não estiver satisfeito com o meu trabalho, terá que tomar decisões”. 

Hélio comandou o Paysandu em 45 jogos, sendo 20 vitórias, 19 empates e seis derrotas: aproveitamento de quase 60% dos pontos disputados. Na temporada passada, faltou pouco para atingir o objetivo de promover o Papão à Série B: após campanha invicta na primeira fase, foi eliminado nas penalidades do mata-mata decisivo diante do Náutico, nos Aflitos. Na Copa Verde, levou o Paysandu à final, porém perdeu o título para o Cuiabá também nos pênaltis. 

A partir de então, o rendimento da equipe belenense aumentou em 24%. No Campeonato Paraense de 2020, Hélio dos Anjos foi responsável, após dois anos de domínio do Remo, pelo 48º título estadual do Paysandu. Na Série C, o treinador entregou o Bicolor na quinta colocação, com oito pontos conquistados. Atualmente, sob o comando de João Brigatti, a equipe está no G4 do grupo A, com 22 pontos, a quatro do arquirrival Remo, e há cinco jogos não perde na competição.