A vitória por decisão dividida dos juízes sobre a canadense Felicia Spencer encheu a mineira Norma Dumont em sua caminhada pelo UFC. Não só pelo fato de ter sido diante de uma desafiante ao cinturão do peso-pena (66kg), mas pela exibição consistente na trocação. A lutadora de BH ganhou a segunda seguida na organização e dará sequência ao processo de descida para a divisão dos galos (61kg), sob orientação dos profissionais do Instituto de Perfomance (PI) da franquia, em Las Vegas.
Norma vinha de vitória sobre a americana Ashlee Evans-Smith, também por pontos, em estreia nos galos. Entretanto, ela não conseguiu bater o peso para enfrentar a sueca Erin Blanchfield, no mês passado, e decidiu utilizar a estrutura do Instituto de Performance, com médicos, profissionais de nutrição e fisiologia à disposição, para iniciar o processo de corte para atuar nos 61kg.
Enquanto isso, ela aceitou a luta contra Felicia, que disputou o cinturão dos penas contra a campeã, Amanda Nunes, no ano passado, e foi batida por pontos após cinco rounds. A mineira sabia que um triunfo, amparado por boa atuação, significaria mais moral e confiança para seguir a trajetória no UFC.
"É uma vitória que me deixa numa situação muito boa comigo mesma, pois sou uma atleta que tem poucas lutas. Fiz apenas minha sétima luta, todas minhas lutas no UFC foram contra adversárias duras. É uma vitória que coloca a Norma em um patamar diferente. Estou ansiosa aguardando os próximos passos do UFC para mim", afirmou a Imortal, de 30 anos, que estreou no UFC em fevereiro de 2020 e foi nocauteada pela australiana Megan Anderson, no peso-pena.
Norma disse que o objetivo é seguir a preparação para adaptar o corpo a um corte de peso em médio prazo, a fim de minimizar o risco de comprometer o rendimento ou mesmo a saúde. Enquanto isso, ela não descartou mais um duelo na divisão até 66kg, para se manter em atividade e com ritmo de luta. "Essa estrutura do PI, com eles me analisando a cada semana, me ajuda muito em ter confiança de que vou ter grandes performances", frisou.
"Eu quero lutar o mais rápido possível. A gente vai fazer uma reunião semana que vem pra decidir em qual categoria eu vou ficar. Se for pra 135 libras (peso-galo) sei que vou esperar um pouco mais, porque o trabalho é longo. Talvez vou fazer mais uma luta na divisão de cima, sou forte pra divisão de cima, então não teria problema nenhum. Vou sentar primeiro, organizar as ideias e ver o que o UFC vai oferecer", comentou a mineira.