Bola na área do Atlético tem sido grande problema na temporada (Foto: Pedro Souza)

 
Atlético-MG voltou a sofrer com um problema que assombra o time nesta temporada: a bola lançada ou cruzada na área. No clássico contra o América-MG, no domingo (2), foram dois gols americanos do tipo. Ao todo, mais de 50% dos gols sofridos pelo Galo na temporada partiram de jogadas assim.




Dos 31 gols sofridos pelo Atlético nos 39 jogos realizados no ano, 17 (54,8%) partiram de jogadas na área atleticana, segundo análise do Superesportes, que colocou como critério não só jogadas de bola aérea, como qualquer lance de bola na área, mesmo que rasteiro. Relembre os gols:

Campeonato Mineiro
  • Atlético 2x1 Caldense: gol de cabeça após cruzamento em falta - 1° gol sofrido no ano
  • 2x1 Patrocinense - cruzamento da lateral para gol contra de Réver
  • 1x1 América - cobrança de escanteio na área

Copa Libertadores
  • 1x1 Millonarios - cobrança de escanteio na área
  • 1x1 Libertad - cruzamento na área e gol de cabeça

Copa do Brasil
  • 2x1 Brasil de Pelotas - escanteio na área
  • 1x1 Brasil de Pelotas - falta cobrada da área 
  • 0x2 Corinthians - gol de peito após cruzamento

Campeonato Brasileiro
  • 1x2 Vasco - falta cobrada na área + lateral para a área 
  • 0x2 Botafogo - cruzamento rasteiro + cruzamento alto com gol acontecendo após bate-rebate
  • 1x1 Palmeiras - gol de cabeça após cruzamento
  • 1x2 Fortaleza - cruzamento rasteiro, que vira uma disputa no alto + falta cobrada na área
  • 2x2 América-MG - cruzamento da esquerda + cruzamento, com adversário livre na área e novo cruzamento, desta vez rasteiro
 
 
 
Vale destacar que o Atlético cometeu quatro pênaltis no ano, todos originados de bolas lançadas na área, sendo três deles com o árbitro alegando toque na mão para assinalar a penalidade. O Galo sofreu gol justamente nesses três pênaltis citados e o outro parou nas mãos de Everson, na final do Mineiro, contra o América.
 

Felipão quer melhorar a bola na área do Atlético


A bola na área do Atlético é um problema que já foi notado por todos, desde os torcedores, que comentam sempre nas redes sociais, até jogadores e o próprio técnico Felipão, que chegou recentemente, mas já viu o problema. Ele espera poder utilizar a semana livre para treinos para melhor esse quesito:

- Nós não podemos falhar tanto como estamos falhando. Temos que corrigir algumas coisas. Quanto mais nós encurtamos o cruzamento, mais vai dificultar para o adversário. A gente tem que trabalhar nos treinamentos a chegada mais rápida no homem da bola pra evitar que essa bola chegue - disse após o empate com o América.

Por outro lado, Felipão fez questão de ressaltar que mudanças do tipo levam tempo, pois “não se muda personalidades de jogo de um dia para o outro”. Ou seja, os treinos serão importantes, mas não vão conseguir mudar o cenários de forma rápida.