Brock aposta no chute forte de pé esquerdo para marcar o primeiro gol pela Raposa (Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)

Com “chute agressivo” de pé esquerdo, Eduardo Brock virou opção do Cruzeiro em cobranças de falta de longa distância. No jogo contra o Náutico, dia 17 de agosto, no estádio dos Aflitos, o zagueiro soltou a bomba do "meio da rua", Jefferson rebateu em direção à pequena área, e Thiago marcou o gol da vitória celeste pela 19ª rodada da Série B. Na última sexta-feira, Brock voltou a finalizar em tiro livre, mas mandou a bola sobre o travessão no triunfo por 1 a 0 em cima do Confiança, no Mineirão.




“Sempre fui considerado um jogador com chute forte, então sempre tentei aperfeiçoar essa parte. Não é uma bola colocada, é um chute mais agressivo. Se tenho tempo na semana, sempre procuro treinar. Agora viemos de uma sequência de muitos jogos, então ficou mais complicado trabalhar essa parte específica. Mas sempre procuro me aprimorar. E, claro, a gente necessita que a falta aconteça para ter a possibilidade de bater”.

Brock anotou um gol de falta quando defendia o Goiás, em 2018. Na vitória por 3 a 0 sobre o Grêmio Anápolis, pela nona rodada do Grupo B do estadual, o defensor finalizou com força em direção ao centro da meta, e o goleiro João Vitor não conseguiu segurar. No Cruzeiro, o camisa 14 espera calibrar o pé para balançar a rede no duelo diante do CRB, às 16h de domingo, no Rei Pelé, em Maceió-AL, pela 21ª rodada. Ele também se diz satisfeito se houver novo rebote - a exemplo do ocorrido no gol de Thiago contra o Náutico.

“Nos dois últimos jogos a falta aconteceu, e eu tive a oportunidade de bater. Claro que quero que o gol saia, mas se eu puder ajudar a equipe de outra forma, com o goleiro dando rebote, está de bom tamanho. Já fiz gol de falta na minha carreira, mas quero fazer pelo Cruzeiro. Tomara que seja no próximo jogo, se tiver oportunidade, com certeza vou querer bater e ter a chance de fazer novamente”.




Desde a contratação do técnico Vanderlei Luxemburgo, Eduardo Brock se firmou na defesa ao lado de Ramon. Por sua vez, o Cruzeiro alcançou três vitórias e dois empates em cinco jogos - 73,33% de aproveitamento -, saiu da zona de rebaixamento e renovou as expectativas dos torcedores quanto à briga pelo acesso. O desafio será superar equipes que estão no G4, como é o caso do CRB e também do Goiás - rival de sábado, 4 de setembro, às 19h, no estádio Hailé Pinheiro (Serrinha), em Goiânia-GO.

“A gente já vem em uma crescente boa, de confiança e de qualidade do jogo. Ficou visível e notório nas últimas partidas. Agora vêm os confrontos com equipes que estão lá em cima. São jogos importantes, principalmente esse contra o CRB, que é um jogo de extrema dificuldade. Estamos nos preparando muito durante a semana e vamos continuar nessa crescente para fazer um bom jogo e evoluir no nível de atuação. Acho que esse jogo vai mostrar a força do Cruzeiro e que vamos brigar na parte de cima”.

Aos 30 anos, Eduardo Brock disputou 15 jogos pelo Cruzeiro nesta temporada. Formado nas categorias de base do Grêmio, o zagueiro relatou em entrevista à ESPN, em março, que quase largou o futebol depois de negociações frustradas em 2011 com quatro times da Europa: Milan, da Itália, os romenos Targu Mures e Dínamo Bucareste, e o Mons, da Bélgica.




Em 2012, Brock recebeu uma proposta para ganhar R$5 mil mensais como motorista, porém seguiu no futebol e assinou com o Canoas, da primeira divisão do Campeonato Gaúcho, com um salário de R$2 mil. Foi o passaporte para se firmar no futebol, já que o atleta cresceu de produção e despertou a atenção dos demais clubes: Novo Hamburgo, Juventude, Aimoré, Brasil de Pelotas, Paraná Clube, Goiás, Ceará e Cruzeiro.