Técnico Paulo Pezzolano, do Cruzeiro, teve julgamento no STJD adiado (Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)



O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) adiou os julgamentos do Cruzeiro e do técnico Paulo Pezzolano, denunciados por incidentes ocorridos durante a derrota por 3 a 0 para o Fluminense, no Mineirão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.



Inicialmente, os episódios de 12 de julho estariam na pauta da sessão da Terceira Comissão Disciplinar nesta quarta-feira (17). Porém, os julgamentos foram adiados a pedido da defesa. Ainda não há data definida, mas a tendência é que ocorra na próxima quarta (24).

Julgamento de Pezzolano


Enérgico desde o começo do jogo, o treinador recebeu 'broncas' de Raphael Claus antes de ser expulso, aos 42 minutos. O cartão vermelho saiu após o uruguaio reclamar de forma acintosa de uma falta não marcada para o Cruzeiro, em lance em que a bola bateu no braço do zagueiro Manoel, do Tricolor.

"Informo que, após ser expulso, o mesmo invadiu o campo de jogo, partindo em minha direção dizendo as seguintes palavras: 'seus filhos da puta, vocês estão roubando, roubaram lá e estão roubando aqui também' (repetindo por várias vezes)", relatou o árbitro.



"Esclareço que o treinador expulso teve que ser contido por seus atletas e pelo quarto árbitro da partida. Saliento que o mesmo já havia sido advertido verbalmente aos 36 minutos. Por fim, ao final da partida, o treinador expulso entrou no campo de jogo, vindo em nossa direção, pedindo desculpas pelo ocorrido", completou.

Se condenado, Pezzolano pode ser suspenso com até seis jogos. Ele foi enquadrado no artigo 258 do CBJD, que diz sobre: "Assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste código".

Com o adiamento, Pezzolano poderá dirigir o Cruzeiro normalmente na partida de domingo, às 16h, em Porto Alegre, contra o Grêmio, pela Série B do Campeonato Brasileiro.



Julgamento do Cruzeiro


Na súmula do jogo, o árbitro Raphael Claus relatou um tumulto nas arquibancadas do Gigante da Pampulha envolvendo torcedores dos dois times antes da bola rolar. Cruzeirenses e tricolores trocaram provocações desde a abertura dos portões do estádio. Pouco tempo depois, os insultos se transformaram em briga.

"Informo que antes do início da partida houve um confronto nas arquibancadas entre torcedores do Cruzeiro e do Fluminense que necessitou da intervenção do policiamento e utilização de gás de pimenta para conter os envolvidos", citou.

Além disso, Claus observou que o goleiro Fábio, ex-Cruzeiro, foi alvejado por um objeto na saída de campo. O autor do objeto não foi identificado em súmula. A multa para esse tipo de infração varia de R$ 100 a R$ 100 mil.



Com os incidentes, o Cruzeiro foi enquadrado no artigo 213, por "desordens em sua praça de desporto" e "lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo".

Contra o Cruzeiro está o fato de que, pelo menos em súmula, não foi identificado o autor do arremesso do objeto. A identificação, com apresentação às autoridades policiais e registro de boletim de ocorrência, exime o clube da responsabilidade.

De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o Cruzeiro pode ser punido com a perda de um a dez mandos de campo caso seja interpretado pelos julgadores que o lançamento do objeto causou prejuízo ao andamento do evento esportivo.