Autoridades, personalidades e profissionais de imprensa de todo o Brasil estiveram presentes na reinauguração do Mineirão nesta sexta-feira. Com o discurso de inauguração proferido pela presidente da República Dilma Rousseff, o estádio foi entregue oficialmente após dois anos e meio de reforma. O evento mais esperado para o Gigante da Pampulha será em 2014, quando sediará seis jogos da Copa do Mundo. Porém, antes do Mundial, o primeiro teste internacional será a Copa das Confederações’2013, entre os dias 15 e 30 de junho do ano que vem.
Com previsão de a solenidade começar às 16h, o evento atrasou cerca de 30 minutos, pois antes de ocupar o palanque montado entre os dois bancos de reservas, a presidente Dilma e sua comitiva foram conhecer as dependências do estádio. Quando teve a oportunidade de discursar, Dilma assinou a bola da Copa das Confederações e, ao lado de outras autoridades, inaugurou a placa alusiva à entrega das obras do Mineirão.
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No lado oposto dos discursos, o anel superior da arena apresentava a frase – ‘Mineirão: sou do mundo, sou Minas Gerais’, representada por balões. Depois dos pronunciamentos e saída dos integrantes da solenidade, o estádio foi liberado para a visita do público. Vinte mil pessoas trocaram ingressos para conhecer a arena. As visitas continuarão neste sábado e domingo.
Recado da Fifa
Sem poder comparecer aos festejos, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, mandou um recado para os presentes. A imagem do suíço foi projetada nos modernos telões do estádio.
“Gostaria de dar minha saudação nessa data especial: inauguração do estádio Mineirão, de Belo Horizonte. Lamento não poder ter ido e acompanhar de perto a hospitalidade mineira. Belo Horizonte receberá pela segunda vez a Copa do Mundo, como aconteceu em 1950. Estou ansioso para ver o estádio lotado em junho. Pelo jogo, pelo Brasil e, especialmente, por Belo Horizonte”, disse Blatter.
Autoridades
O governador Antônio Anastasia enalteceu o cumprimento das metas do Mineirão em seu discurso. O investimento de R$ 666,3 milhões no estádio (com R$ 11,8 milhões a cargo do governo e R$ 654,5 milhões sob responsabilidade da Minas Arena), previsto no cronograma de obras, foi alvo de elogios de governante.
“Quero saudar todos os atletas reverenciados, a quem prestamos muita gratidão pelos méritos do passado. Saúdo também os jogadores atuais. Gostaria de fazer uma referência importante. Estamos entrega uma obra grandiosa, no prazo contratual e nos valores previstos na licitação. Nós conseguimos esse grande esforço por causa de um trabalho coletivo” .
O ministro do esporte Aldo Rebelo fez questão de homenagear representantes de Atlético e Cruzeiro que marcaram época no Mineirão. Ele escolheu dois nomes marcados na história do estádio para simbolizar todos os atletas.
“Todos os estádios são construídos com uma homenagem à arte que cativa e gera esperança, que é o futebol. Quero cumprimentar a todos na figura de dois jogadores, Dirceu Lopes, que ganhou tudo pelo Cruzeiro, e Reinaldo, que exibiu toda a sua arte pelo Atlético. Recebam essa homenagem dos torcedores do mundo”, frisou o ministro.
Divisor de águas
Ao relembrar o período da inauguração do Mineirão, em 1965, o prefeito Márcio Lacerda ressaltou o que o estádio representou à época e vislumbra mais glórias com a nova casa do futebol na capital.
“Nossos cumprimentos a todos. Sem medo de estar cometendo qualquer exagero, afirmo que este momento é tão ou mais importante que aquele 5 de setembro de 1965, quando o Mineirão foi inaugurado. Naquele período ele foi um divisor de águas no futebol mineiro, com pioneirismo na engenharia. Nossos times entraram para o grupo da prateleira de cima. Aqui surgiram grandes craques e foram formados times memoráveis. Hoje, 47 anos depois, temos um Novo Mineirão, que ocupa um posto dos mais modernos estádios do mundo e espero que seja um novo marco para o esporte”, comentou Lacerda.
Além da presidente, o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, o ministro do esporte, Aldo Rebelo, o senador Aécio Neves, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, o presidente da Minas Arena, Ricardo Barra e outras autoridades ocuparam o palco no Mineirão. Para representar os 3.000 operários que estiveram no pico da obra, o funcionário Evaldo Augusto de Souza sentou ao lado das autoridades.