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Ciclista trans, Emily Bridges é vetada de prova feminina no Reino Unido

Segundo o jornal 'The Guardian', Bridges deve esperar a expiração de seu registro UCI como corredor masculino antes de competir na categoria feminina

31/03/2022 12:41 / atualizado em 31/03/2022 15:23
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A ciclista Emily Bridges começou a realizar a terapia hormonal no ano passado
foto: Reprodução de internet/Instagram

A ciclista Emily Bridges começou a realizar a terapia hormonal no ano passado

A ciclista transgênero Emily Bridges foi declarada "não elegível" para participar, neste fim de semana (2 e 3 de abril), da prova omnium feminina do Campeonato Nacional britânico. 

Bridges havia sido autorizada, inicialmente, a se inscrever, no marco da política de participação de corredores transgêneros e não binários da British Cycling. 

Mas depois essa organização declarou, em comunicado, ter sido informada "pela União Ciclística Internacional (UCI) de que (...) Emily não é elegível para participar do evento". 

A prova vai ser disputada no sábado, em Derby, com a presença especial da cinco vezes campeã olímpica Laura Kenny. 

Segundo as informações do jornal britânico "The Guardian", Emily Bridges deve esperar a expiração de seu registro UCI como corredor masculino antes de poder competir na categoria feminina. A atleta começou a realizar terapia hormonal ano passado.  

O regulamento da British Cycling, atualizado em janeiro de 2022, exige que se demonstre uma taxa de testosterona baixa durante 12 meses antes da competição. 

A decisão inicial de autorizar Bridges a competir, neste fim de semana, suscitou grande controvérsia. Outras esportistas ameaçaram boicotar a corrida. 

"Não foi justo pedir a Laura Kenny e a outras corredoras, que iriam enfrentar Bridgers, para correr com uma rival que possui as vantagens de um homem biológico", declarou, por sua vez, a ex-nadadora olímpica britânica, Sharron Davies, nesta quinta (31) ao "Times", alegando que "nenhuma redução de testosterona pode atenuar isso".  


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