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Magrão diz que repactuação com o Sport não foi cumprida e fala em 'safadeza'

Após acerto amigável para amenizar parcelas durante a pandemia, clube entrou com ação e suspendeu débitos por até 90 dias depois da volta do futebol

postado em 28/05/2020 21:00 / atualizado em 28/05/2020 21:07

(Foto: Paulo Paiva/ DP Foto)
Após o Sport suspender via justiça a repactuação do acordo com Magrão durante a pandemia, o ídolo rubro-negro ficou na bronca com o clube. Em entrevista ao jornalista Jorge Nicola via live no Youtube, o ex-goleiro lamentou a postura do Leão, inclusive, por já ter compreendido as dificuldades financeiras e ter aceitado receber menos durante a pandemia do coronavírus.

“Eu sei o que essa pandemia trouxe, está levando às pessoas em relação a economia. Está difícil para todo mundo. E quando eles me procuraram para reduzir o acordo eu falei que não tem problema, eu aceito essa redução. E a gente chegou nesse acordo de reduzir”, iniciou Magrão.

No meio do ano passado, após pedido de rescisão do ex-goleiro, as partes chegaram a um acordo amigável para o clube pagar a dívida de R$ 1.825.000 em 44 parcelas de R$ 42.613,66. Sendo que, por conta da crise de saúde vivida atualmente no Brasil, o Sport e Magrão repactuaram, mais uma vez de forma amigável, o valor das parcelas: o Leão não pagaria nada em abril e junho, enquanto em maio e julho quitaria apenas 50% do valor (R$ 21.306,83), voltando a arcar com a quantia integral a partir de agosto - desta forma, o clube teria uma economia de mais de R$ 128 mil no período, que seriam pagos apenas em 2023, após o fim das 44 parcelas.

O clube, no entanto, entrou com na Justiça do Trabalho pedindo suspensão das parcelas de abril de 2020 até 120 dias após o retorno das competições - algo que ainda não tem prazo para ocorrer. Na última quinta-feira, a juíza acatou o pedido, mas por 90 dias depois da volta dos jogos. 

“Quando foi para receber agora um pedaço (50% da parcela de maio), eles entraram de novo (judicialmente) dizendo que não têm condições de pagar, que não vão pagar, só daqui a 120 dias. Aí eu falei ‘opa, peraí’. Estou querendo ajudar, mas a gente vê que algumas pessoas usam a pandemia, dificuldades, para fazer safadeza”.

“Entra um monte de coisa que não dá para falar porque eu talvez possa até me prejudicar. Mas a gente vê um pouco aí de mau-caráter da parte  das pessoas que estão tomando à frente dessa situação em relação ao Sport. Porque já havia feito um acordo, onde aceitei a redução, entendi o problema do clube, mas agora para pagar o acordo que tinha feito, eles começam a falar que não tem condições. É complicado”, desabafou.

No início da semana, o advogado de Magrão, Leonardo Laporta, afirmou que vai recorrer da decisão que suspende os pagamentos por até três meses. O ex-goleiro espera agora uma resolução amena. “Vamos ver se a gente entra em um acordo pelo menos um pouco amigável”.

Saída em 2019
Magrão lembrou também a forma como saiu no ano passado, em junho, após não se reapresentar no clube. “O que aconteceu fori alguns salários, fiquei praticamente seis meses sem receber e eu não vi da parte deles uma vontade de solucionar o problema. Não sei se por acharem que, pelo tempo que eu estava no clube eu não ia ligar, mas eu tenho família, projetos na vida e estava precisando dos meus salários. E pelas conversas que estávamos tendo eles não mostraram preocupação que iriam resolver essa questão”, finalizou.