CAMPEONATO PERNAMBUCANO

Presidente da FPF garante que a partir de 2020, todas as finais do Estadual serão na Arena PE

Em entrevista ao Superesportes, o cartola afirmou que irá colocar no regulamento a obrigatoriedade das finais serem em São Lourenço da Mata

postado em 15/04/2019 19:20 / atualizado em 15/04/2019 19:37

<i>(Foto: Ricardo Fernandes/DP)</i>
A final do Estadual no próximo domingo entre Sport e Náutico, na Ilha do Retiro, será a última a ser realizada em um estádio de clubes em Pernambuco. Pelo menos é o que garantiu o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, em entrevista ao Superesportes. Se mostrando contrariado com o chamou de "amadorismo" pelo fato dos dois jogos terem sido levados para Aflitos e Ilha, o mandatário do futebol local afirmou que irá impor no regulamento do próximo Estadual que as duas partidas da decisão serão realizadas em São Lourenço da Mata. Independentemente dos finalistas. 

Medida que, segundo Evandro, irá permear durante o período que ele estiver a frente da FPF. O dirigente ocupa o cargo desde 2011. O seu novo mandato vai até 2022. 

"A partir do próximo ano todas as finais, para o resto da vida, serão na Arena. Eu vou colocar (no regulamento). Do contrário não tem mais. Para se conseguir fazer esse jogo (nos Aflitos) foi um inferno. Confusão de todo jeito, travou o bairro e com público de 14 mil pessoas. Esse jogo no Sport domingo vai ser um caos dentro da falta de mobilidade e na questão de segurança. Jogo grande, passou de 10 mil, 12 mil, 15 mil pessoas tem que ser na Arena", afirmou.

Convicto da ideia, o presidente também não se mostrou preocupado com possíveis opiniões contrárias dos dirigentes dos clubes. "Eles não têm que ser contra. Eu vou colocar (no regulamento). A gente tem que acabar com esse amadorismo. Não tem sentido. Na hora que os clubes têm a chance de fazer receita, dar qualidade ao espetáculo e conforto ao torcedor, os clubes ficam com essa bobagem porque a torcida vai ficar com raiva. Tem que acabar com isso e ser profissional", concluiu.

Outro ponto que levou Evandro a tomar essa decisão foi sobre a polêmica da não utilização do sistema de árbitro de vídeo (VAR) no jogo de ida da final entre alvirrubros e rubro-negros. O gol do Sport foi marcado de forma irregular, já que o lateral Sander estava em impedimento.
 
Segundo o mandatário, o sistema só poder ser aplicado em arenas. Apesar de ter sido utilizado em outros estaduais, no último fim de semana. Inclusive no estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana, entre Bahia de Feira e Bahia, com direito a anular um gol dos donos da casa.

"O processo para utilização do VAR leva noventa dias. Tem que ter autorização da Fifa, os intrutores. Não se pode utilizar imagens da emissora de televisão. É preciso se contratar uma empresa para fazer essa captação de imagens. É um processo complexo. Fomos o primeiro estado a fazer isso (na final de 2017 entre Sport e Salgueiro) e não deu certo", reconheceu.

"A tendência é só ter VAR em arenas. O estádio de Jóia da Princesa foi totalmente reformado. Como vai se colocar o VAR nos Aflitos? Não há estrutura. Em Salgueiro houve uma experiência que a Fifa autorizou de todo jeito. Ela agora é super exigente. No próximo ano, com as finais na Arena, eu posso fazer um projeto para ter o VAR. Se não for lá não tem condições. Como vai ter um VAR no Arruda com aquele fosso? Na Ilha fizemos e tivemos grandes dificuldades. E olhe que foi uma experiência, sem o rígido controle que se tem hoje", finalizou Evandro.