NÁUTICO

Próximo adversário do Náutico, Operário sofre com jogadas de linha de fundo e bolas aéreas

Mais da metade dos gols da equipe alvirrubra tem características semelhantes; Fantasma, porém, dificulta principal arma do artilheiro alvirrubro

postado em 12/11/2020 14:57 / atualizado em 12/11/2020 15:13

(Foto: Caio Falcão/CNC)
Nesta sexta-feira, o Náutico encara, em partida válida pela 21ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o Operário no Estádio Germano Krüger. No confronto entre os dois últimos campeões da Terceirona, o Alvirrubro, primeiro na zona de rebaixamento e a seis pontos do Fantasma, 12º colocado, entra pressionado pelo resultado e, para sair com a vitória, precisa fazer diferente do último encontro das duas equipes.

No embate do primeiro turno, ainda sob o comando de Gilmar dal Pozzo, o Náutico não saiu do zero diante do time ponta-grossense e viu o então treinador alvirrubro à beira do gramado pela última vez. Três meses se passaram, Gilson Kleina foi contratado e o Timbu ainda não deslanchou na Segundona. Para a partida de sexta-feira, pensando em reverter o quadro, os treinados por Kleina jogarão pelo resultado. Para isso, o técnico da equipe poderá apostar no principal ponto fraco do Operário: bolas aéreas e jogadas de linha de fundo.

Dos últimos 10 gols sofridos pelo Fantasma, seis se encaixam nessas duas categorias. Embora tenha uma das defesas menos vazadas do torneio, o Operário, quando pressionado em seu campo, permite-se levar muitos gols - dos analisados, 30%. Por isso, o Timbu poderá entrar em campo com sua linha ofensiva mais alta que o habitual e buscar pressionar a saída de bola do adversário sempre que possível.

Coincidentemente, o perfil dos 18 gols marcados do Náutico na Série B do Campeonato Brasileiro se assemelha bastante aos sofridos por seu adversário de sexta-feira. Sete surgiram em jogadas finalizadas dentro da área e quatro após cabeceio. A aposta no jogo aéreo, inclusive, pode iluminar o caminho para o gol alvirrubro, tendo em vista que, apesar da baixa frequência de gols dos defensores, os altos atletas da linha de zaga podem aproveitar o ‘calo’ da equipe paranaense e ocupar a área adversária sempre quando houver bola parada.

Além disso, jogadores como o camisa 10 Jean Carlos, que deve voltar à titularidade, adicionam ao repertório do Timbu chutes de longa distância. O artilheiro da equipe na Série B, com quatro gols, já anotou dois de fora da área, mas terá pouco espaço diante da defesa alvinegra. Afinal, dos últimos dez gols sofridos pelo Operário, nenhum teve essa característica.