CANDANGÃO

Governo do DF cria força-tarefa para resolver perrengue dos estádios

Encontro na Casa Civil monta grupo de trabalho responsável por acelerar a liberação de laudos e alvarás

postado em 02/06/2020 20:56 / atualizado em 02/06/2020 21:25

(Foto: Gabriel L Mesquita/Gama)
Uma reunião nesta terça-feira da Federação de Futebol do Distrito Federal, Secretaria de Esporte e Lazer, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Vigilância Sanitária com o chefe da Casa Civil do Governo do Distrito Federal Valdetário Monteiro definiu a criação de um grupo de trabalho para resolver os perrengues da liberação de laudos dos estádios para partidas do futebol local. O assunto é um dos "encostos" do esporte candango. 

Os clubes do Distrito Federal reclamam do desinteresse na lentidão, burocracia e até mesmo desinteresse dos órgãos de segurança para a confecção dos laudos quando as partidas dizem respeito aos times da cidade — e da celeridade para partidas e competições que envolvem equipes de fora na capital do país. 

Em 18 de março, por exemplo, três jogos da última rodada da primeira fase do Candangão tiveram que ser disputadas nos centros de treinamento do Brasiliense, Gama e Real Brasília. Os clubes foram informados da mudança na manhã das respectivas partidas. Motivo: a falta de documentação legal para a realização dos duelos. Na época, os órgãos de segurança deram cobertura aos jogos nos CTs, contrariando o argumento das autoridades de que se tratava de uma proteção contra o risco de contaminação pelo novo coronavírus. 

Como mostrou o Correio Braziliense na matéria de segunda-feira (1/6), a secretária de Esporte Celina Leão disse em entrevista ao programa CB.Poder na TV Brasília que uma reunião nesta terça começaria a tratar dio assunto. A deputada federal licenciada chegou a criticar a comunicação interna do GDF nas questões burocráticas para obtenção do laudo. 

As diretrizes para a criação dos grupos de trabalho serão divulgados no Diário Oficial do Distrito Federal. A intenção é que a força-tarefa tenha representantes da FFDF, da subsecretaria de futebol do GDF e de todos os órgãos de segurança envolvidos na confecção de cada parecer. Havendo concordância nas demandas apresentadas por cda representante, o laudo terá validade de um ano. Pelo menos é o que propõe Celina Leão. 

Os estádios do DF são pequenos e sem muita burocracia. As vistorias costumam durar 30 minutos. Apenas o Mané Garrincha demanda um dia inteiro de verificação. A partir disso, são emitidos cinco laudos. A intenção com a criação do grupo de trabalho é levar os representantes aos estádios para que apontem os problemas. Se nada for identificado, a autorização para a realização de partidas será renovado automaticamente por um ano. Atualmente, a documentação das arenas está vencida. 

Outra questão burocrática é o alvará. "O laudo é uma coisa e o alvará é outra, o local tem que estar liberado para receber o evento. É uma luta para ter um jogo", diz ao Correio Márcio Coutinho, o Careca, diretor de competições da FFDF. "Tem que pegar documentação do time, dar entrada na Secretaria de Esportes, na Secretaria de Segurança, na Administração... Estou montando uma cartilha de orientação para isso tudo.  Então tem o laudo e o alvará de funcionamento para aquele evento. É uma luta", reforça o dirigente. 
 
A reunião sobre os alvarás e a elaboração do protocolo de saúde, como mostou o blog Drible de Corpo nesta terça, não são indicativos da retomada do Candangão. O número de óbitos e de infecções cresceu no Distrito Federal nos últimos dias. A previsão mais otimista projeta julho como mês da volta aos treinos. Em tese, o Candangão voltaria em agosto.


Confira a entrevista da secretária na íntegra: