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110% focado, meta em Magrão, nova realidade e apelo à torcida: Rithely é apresentado no Sport

Rithely é o quinto jogador com mais partidas na história do Sport, com 356 partidas, e revelou desejo de atingir o recorde de Magrão, que fez 732

postado em 07/01/2020 11:46 / atualizado em 07/01/2020 14:04

(Foto: Anderson Stevens/Sport Recife)
Quase dois anos depois, o volante Rithely esteve de volta o CT do Sport. Na manhã desta terça-feira, o jogador foi reapresentado pelo clube em entrevista coletiva, mas ainda não treinou, sendo esperado para iniciar as atividades com bola nesta quarta-feira. Dentre os temas abordados, disse estar '110% focado' neste retorno à sua 'casa' e fez um apelo aos torcedores rubro-negros nessa nova passagem em busca de ajudar no ressurgimento do Leão.

Ainda, afirmou estar ciente do novo cenário do clube - envolto em crise financeira e apostando em jogadores emergentes sem medalhões, diferente de sua primeira passagem - e disse que a primeira lembrança que vem à mente do clube é a vitória por 2 a 0 diante do Santa Cruz na Copa do Nordeste de 2017, relembrando a euforia do jogo. 

Por fim, disse que vislumbra superar o recorde de Magrão e tornar-se o jogador que mais veze vestiu a camisa rubro-negro - atualmente, é o 5° com 356 jogos, enquanto o eterno camisa 1 lidera com 732 partidas. Rithely tem contrato com o Leão até janeiro de 2022. Confira abaixo os principais tópicos.
 
 

Como chega Rithely

"Mentalmente, 110% focado no Sport, em mais uma vez ajudar o clube que está abrindo as portas para mim e poder estar vestindo essa camisa maravilhosa. Estou 110% focado no clube, no grupo, em treinar com os meus companheiros. É fazer o meu melhor. Cada vez que eu visto esta camisa é uma alegria, emoção. Cheguei no vestiário, já falei e brinquei com todo mundo. Então me sinto em casa".

Sentimento de vestir a camisa novamente

"Sentimento bom. Cada vez que eu vesti essa camisa foi como se fosse a última. Dei o meu máximo dentro de campo  em todas as partidas. É um sentimento bom, fiz coisas boas aqui. E por isso estou voltando. Quando se faz coisas boas e dá o seu melhor, você volta para a sua casa sem nenhum receio porque todos estão de braços abertos esperando".

Projeção de quantos jogos mais vestindo a camisa do Sport

"Queria chegar em Magrão. O cara jogou até de bengala, nunca vi isso", disse, aos risos. "Espero que eu possa estar vestindo a camisa ao máximo e me dedicando ao clube. Chegar em Magrão vai ser bem difícil mas a gente tenta fazer o máximo que pode, sempre se dedicando e cuidando fora de campo para poder prolongar os anos aqui dentro".

Lembrança

"Daquele último jogo na Copa do Nordeste, aquela maluquice que os caras fizeram. Eu tava muito lúcido naquele dia, então lembro bem na cabeça. Agora tem uns caras que estavam meio louco lá", falou, aos risos.

Nova realidade do Sport

"É um momento de adaptação ao cenário que está acontecendo. Não vai ser só aqui. Os clubes que querem se reestruturar, organizar, terão que fazer essa mudança (de postura financeira). Então acho que o Sport está indo da maneira certa. A primeira coisa é cumprir com as obrigações dos funcionários em dia. Tem funcionário do clube, o cara que cuida do campo, rouparia, cozinha. Então você tem que estar mantendo essas pessoas em dia. Depois vem os atletas e comissão técnica. Então primeiro é se reestruturar dessa maneira do que às vezes ter quatro ou cinco medalhões no clube e não conseguir manter as coisas em dia. Isso é o mais importante. Me passaram muito bem isso (situação financeira do clube)".

O que dizer ao torcedor em 2020

"Vou fazer um apelo aos torcedores aqui. A gente sabe da situação que o clube está passando. Então esse pessoal que está um pouco receoso eu queria convidar ele a participar junto conosco desse projeto que o Sport está tentando montar. Porque eu sou um torcedor, mas dentro de campo. Então quem está receoso, que compre ingresso, valorize o clube. Porque é isso que estamos fazendo, tentando colocar o Sport no patamar que ele merece. É essa a minha dedicação. Então esse torcedor que está receoso que possa comparecer, ir à Ilha e fazer aquele 'Cazá, cazá' maravilhoso", colocar 20, 30 mil na Ilha como fizemos algumas vezes. Porque é isso que vai empurrar. A gente vai estar dentro de campo impulsionando eles que são o 12° jogador nos empurram para as vitórias".