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'Bando de filhos da...': Bivar abre o verbo sobre boatos de Diego Souza e fala em respeito à folha

Ídolo do Sport chegou a acordo para rescisão do vínculo com Botafogo nesta segunda-feira; para presidente, salário ainda pode ser entrave

postado em 07/01/2020 13:12 / atualizado em 07/01/2020 13:18

(Foto: Paulo Paiva/DP Foto)
Depois de Diego Souza acertar os detalhes para sua rescisão contratual com o Botafogo, as especulações sobre um possível retorno do meia à Ilha do Retiro se tornaram ainda mais vívidos. O presidente do clube, Milton Bivar, porém, afirmou nesta terça-feira, em entrevista à Rádio Jornal, que não existe negociação pelo jogador, mas não o descartou. Ele porém, disse não acreditar na contratação porque o jogador teria que abrir mão de, pelo menos 75% de seu salário, algo que ele relata nunca ter visto o futebol. Ele ainda fez uma série de críticas a antigas gestões e práticas do clube e aos boatos que vem surgindo em torno do retorno de Diego.

“Isso é uma coisa que está me deixando chateado, mas infelizmente faz parte, a gente tem que entender. Um grupo, aquele mesmo grupo do ano passado, que eu denomino ‘um bando’, vou sem bem claro, ‘um bando de filhos da …’ você completa como você quiser. Esse bando, com esses caras, se infiltraram com jornalistas canalhas para perturbar. O único objetivo é jogar a torcida contra a direção. Inventaram que já teve acerto com Diego Souza, que o Sport não fechou com Diego Souza porque Wanderson não quis, porque Milton Bivar não quis, porque conversaram e Diego Souza deu um desconto de não sei quantos mil, e ele viria jogar no Sport porque ama o Sport e estava tudo certo. Eu entrei nessa história de gaiato. ‘Porque o presidente não quer o jogador’, não se trata de nada disso, é uma armação”.

Sobre Diego Souza, Milton reafirmou se tratar de um bom jogador e lembrou os “serviços prestados”, mas disse que ele só retorna ao Sport em um cenário que o clube possa pagar. Ele relembrou a negociação estabelecida para um retorno do jogador no início de 2019, que, segundo ele, não se concretizou por ele ter preferido a oferta de R$ 600 mil do Botafogo.

“Eu acho que, por mais que se queira dar um desconto e tudo mais, o salário de R$ 600 cai para R$ 130 mil, R$ 150 mil? Para isso, você tem que dar um desconto de R$ 450 mil. Eu, em muitos ano de futebol, nunca vi isso. Em um período de dois anos, ele teria um prejuízo de uns R$ 10 milhões. Você acha que um jogador de futebol, por mais amor que tenha ao clube, vai ter um prejuízo de R$ 10 milhões para vir jogar no Sport? Não vai. Ele, primeiro, tem que pensar nele. Até porque ele já tem uma certa idade que ele não iria abrir mão dessa receita”.

Apesar de duvidar, ele disse que Diego Souza poderia ter portas abertas no Leão. Mas, mais uma vez, ressaltou a necessidade de se manter financeiramente austero. Indo além, ele voltou a fazer críticas às últimas gestões do Sport, a quem ele creditou negociações que não seriam coerentes.

“Para jogar no Sport, não tinha problema nenhum, o jogador seria bem vindo, agora, dentro das condições que o Sport pode pagar. O Sport não é Casa de Mãe Joana, como era não, acabou-se essa época, onde o Ronaldo Alves renovou por três anos recebendo R$ 230 mil, um valor totalmente fora do preço de mercado. O problema com Rithely, que comprou 50% dos direitos econômicos e não pagaram”.

Questionado sobre se ele queria ou não Diego Souza, Milton Bivar se esquivou e voltou a reafirmar a importância de qualquer contrato acertado estar em conformidade com a capacidade financeira do Sport.

“Eu não vou dizer isso, porque eu não posso chegar e dizer para um atleta, seja ele ‘a’, ‘b’, ‘c’ ou ‘d’, que eu quero ou que eu não quero. Não sou eu. O jogador interessa dentro das condições que o Sport pode pagar. Se for fora das condições que o Sport pode pagar, ninguém vai jogar no Sport neste ano, pode ser Diego Souza, ‘a’, ‘b’ ou qualquer um. Para jogar no Sport este ano tem que ter o pente fino na ponta do laço que eu posso pagar. E outra coisa, tem que estar com vontade e se enquadrar nas nossas normas e regulamento internos de disciplina e etc”.