Em 6 dias de Paralimpíada, brasileiros faturam quase R$ 3 mi em premiações

Em modalidades individuais, ouro vale R$ 160 mil, prata R$ 64 mil e bronze R$ 32 mil. Nos esportes coletivos, ouro R$ 80 mil, prata R$ 32 mil e bronze R$ 16 mil

31/08/2021 07:30 / atualizado em 31/08/2021 13:28
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Gabriel Bandeira, Ana Karolina Soares de Oliveira, Debora Borges Carneiro e Felipe Vila Real foram bronze no revezamento 4x100m livre misto (S14)
foto: Yasuyoshi CHIBA/AFP

Gabriel Bandeira, Ana Karolina Soares de Oliveira, Debora Borges Carneiro e Felipe Vila Real foram bronze no revezamento 4x100m livre misto (S14)

Para os atletas nos Jogos de Tóquio, subir ao pódio não significa receber apenas uma medalha, mas também ganhar uma premiação em dinheiro em reconhecimento aos feitos esportivos que realizaram. Antes do início da Paralimpíada, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou que iria pagar R$ 160 mil para cada medalhista de ouro em modalidades individuais, R$ 64 mil para o medalhista de prata e R$ 32 mil para bronze.

Em modalidades disputadas de forma coletiva, por equipes, revezamentos e em duplas, o ouro vale R$ 80 mil para cada atleta, a prata, R$ 32 mil, e o bronze, R$ 16 mil.

Individualmente, alguns atletas vão conseguir faturar mais do que os R$ 160 mil destinado ao campeão paralímpico. Isso porque disputaram mais de uma prova e tiveram o êxito de ficar entre os três primeiros mais de uma vez.

São os casos dos nadadores Gabriel Bandeira, Gabriel Araújo, Maria Carolina Santiago e Daniel Dias.

Com um ouro individual, uma prata e um bronze em revezamento, Bandeira é, até agora, o atleta brasileiro que mais vai receber em premiação pelas três medalhas: R$ 240 mil.

Já Gabriel Araújo, que detém uma medalha de ouro e uma de prata, vai receber R$ 224 mil.

A pernambucana Maria Carolina Santiago vai receber um total de R$ 192 mil, em reconhecimento pelo ouro e bronze individuais. E Daniel Dias, que também conquistou três medalhas, vai receber por três bronzes (dois individuais e um em revezamento) um total de R$ 80 mil.

Gratificação para atletas-guia


Atletas-guia, calheiros, pilotos e timoneiros também serão gratificados, de acordo com o presidente do CPB, Mizael Conrado. Eles receberão 20% do valor da maior medalha conquistada por seu atleta e 10% para cada uma das demais posições alcançadas no pódio.

Os atletas-guia que vão receber do CPB são Bira, que acompanhou o campeão olímpico Yeltsin Jacques na prova dos 5.000 metros da classe T11; e Felipe Veloso da Silva, que correu com Thalita Simplício para a prata nos 400m também da classe T11.

Por esporte, atletismo e natação são as modalidades que mais farão o CPB abrir os cofres para premiar os atletas paralímpicos.

Foi nas pistas e no campo do Estádio Olímpico de Tóquio que o Brasil mais conquistou medalhas de ouro, e a que mais está rendendo em premiação por enquanto: R$ 1.318.400 - já incluída as premiações para os atletas-guia. Até agora, são 13 medalhas, sendo seis douradas.

A natação também levou o Brasil ao pódio 13 vezes. Com quatro ouros, duas pratas e sete bronzes, os atletas da modalidade faturaram um total de R$ 992 mil.

No judô, a terceira modalidade mais rentável até o momento da competição, a medalha de ouro de Alana Maldonado e os dois bronzes de Meg Emmerich e Lúcia Teixeira vão gerar R$ 224 mil em premiação.
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