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“O Ramón Ábila conversou com a diretoria, mas não consideramos isso como algo absurdo, muito pelo contrário. Ele manifestou a insatisfação por não estar jogando, o que é bom. Pior se fosse diferente disso. Mas a condição de jogar compete ao treinador. Ela não é uma competência do presidente, de dirigente ou de quem quer que seja. A competência de escalar os atletas é do treinador. Agora, entre o Ábila manifestar o desejo de sair e, verdadeiramente, ele vir a sair, tem que ser algo que seja interessante não só para ele, como para o Cruzeiro, que até então não tem nenhuma situação concreta, nenhuma situação de saída”, analisou.
Apesar do encontro com a diretoria, a tendência é que Ramón Ábila siga no banco de reservas. Isso porque no treinamento coletivo realizado nessa quinta visando ao duelo contra o Palmeiras, às 16h do próximo domingo, pelo Campeonato Brasileiro, o centroavante treinou entre os suplentes. Mesmo tendo marcado três gols no treinamento, o argentino não foi testado em momento nenhum entre os titulares. Rafael Sobis iniciou a atividade no comando de ataque e, depois, Mano optou por colocar Sassá na função.
Artilheiro do Cruzeiro na temporada, com 13 gols, Ramón Ábila ainda não teve uma sequência de quatro jogos entre os titulares em 2017. A maior série de partidas em que foi escalado entre os 11 aconteceu no mês de maio, quando atuou contra Nacional-PAR (eliminação na Copa do Sul-Americana, em 10/05); São Paulo (1ª rodada do Brasileirão, 1 a 0, em 14/05) e Sport (2ª rodada do Brasileião, 1 a 1, em 21/05). O argentino tem 32 jogos neste ano, 14 como titular.