A grande dúvida, entretanto, é com relação ao substituto de Robinho, que sofreu lesão muscular na derrota por 3 a 1 para o Atlético e ficará no departamento médico pelas próximas semanas. No treino dessa quinta, Sassá foi colocado entre os titulares e Rafael Sobis atuou aberto pelo lado direito. Contudo, Mano Menezes está nitidamente preocupado com a cobertura à defesa e, desta forma, não descarta mudar os planos. A entrada de Henrique para fechar o esquema com três volantes ao lado de Hudson e Cabral é uma possibilidade.
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Mano comenta conversa de Ábila com diretoria do Cruzeiro: 'Tem direito de opinar'Ezequiel tem lesão aguda no púbis e vira problema no Cruzeiro; Mano analisa substituto Cruzeiro lança projeto para estimular adoção de crianças e adolescentesArrascaeta, Manoel, Dedé e Judivan: DM do Cruzeiro faz balanço sobre lesionados“Perdemos um pouco de equilíbrio. Sempre disse que (Robinho) é um jogador de características únicas. As opções que vamos ter ou será um homem de contenção para dar liberdade aos três atletas de frente, de modo que eles não precisem voltar tanto para defender, ou a colocação de um atacante – aí passa a ser Sobis pelo lado, com Ábila ou Sassá por dentro. Outro jogador que tem no meio disso é Rafael Marques, que também faz o lado de campo, mas que tem mais desenvoltura de trabalhar do lado esquerdo para dentro. Aqui a gente pode ter um atacante agudo, que faz movimentação de produtividade, que passa a ser Elber e Sobis”, acrescentou.
Mano foi questionado sobre a declaração de que o Cruzeiro não tomaria três gols do Palmeiras e ganharia a partida do próximo domingo. O treinador reforçou a confiança nas palavras e garantiu que a equipe recuperará a identidade no Campeonato Brasileiro - competição em que ocupa o 13º lugar, com apenas 14 pontos em 11 partidas.
"Se eu não acreditar nisso, não posso estar aqui, não posso estar trabalhando no dia a dia para mudar a situação. Todos sabemos que essa não e a característica de nossa equipe. Não havíamos tomado três gols de ninguém nessa temporada. E isso tem motivos sólidos que nós temos de recuperar. Passamos determinado momento jogamos de uma forma, depois vimos que podíamos ter comportamento diferente, propondo mais, correndo mais riscos. Mas o risco tem que estar mais ligado ao benefício que ao prejuízo. Se estamos correndo risco e o prejuízo é maior, não podemos correr esses mesmos riscos. Nossa proposta é recuperar a identidade da equipe. Sem a identidade nós não vamos a lugar nenhum".