Imagens captaram homens agredindo Moïse Kabagambe até a morte
O Cruzeiro usou seu perfil no Twitter para cobrar punições aos responsáveis pela morte do congolês Moïse Kabagambe, no dia 24 de janeiro, no Rio de Janeiro. O jovem de 25 anos foi assassinado a pauladas na praia da Barra da Tijuca após cobrar duas diárias de trabalho no Quiosque Tropicália.
“O jogo vai começar… Antes disso, o Cruzeiro utiliza um de seus momentos de maior visibilidade nas redes para cobrar investigação e punições efetivas aos responsáveis pelo brutal espancamento e assassinato do congolês Moïse!”, escreveu o clube celeste na rede social antes do duelo contra o América, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro.
O jogo vai começar...
Antes disso, o Cruzeiro utiliza um de seus momentos de maior visibilidade nas redes para cobrar investigação e punições efetivas aos responsáveis pelo brutal espancamento e assassinato do congolês Moïse! #JusticaPorMoise
Nesta quarta-feira, a Justiça do Rio de Janeiro determinou as prisões temporárias de Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, de 29 anos, Brendon Alexander Luz da Silva, de 21, e Fábio Pirineus da Silva, de 37, que aparecem nos vídeos agredindo Moïse Kabagambe com pedaços de pau, um bastão e um taco de beisebol.
Segundo o portal G1, Fábio tinha passagens pela polícia por ter agredido a ex-mulher e por não pagar pensão alimentícia. Já a ficha de Aleson traz crimes de extorsão, porte ilegal de armas e corrupção de menores. Brendon era o único que até então estava com o nome limpo.
A brutalidade contra Moïse Kabagambe gerou comoção nas redes sociais e pedido de justiça na resolução do caso. O congolês veio para o Brasil com a família ainda na adolescência, em 2011, após fugir de seu país, a República Democrática do Congo, castigado pela pobreza e por conflitos civis armados.
foto: Reprodução
Natural da República Democrática do Congo, Moïse Kabagambe morava no Brasil desde 2011