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Copa América: cabeleireiros furaram 'bolha sanitária' de Brasil e Chile

Jogadores e confederações podem ser multados pela Conmebol

20/06/2021 19:49 / atualizado em 20/06/2021 22:42
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Don Marlus ao lado de Vargas, do Atlético e da Seleção Chilena, e Neymar, do Brasil
foto: Reprodução/Instagram

Don Marlus ao lado de Vargas, do Atlético e da Seleção Chilena, e Neymar, do Brasil



Não foi apenas a Seleção Chilena que descumpriu o protocolo sanitário da Copa América e permitiu a entrada de cabeleireiros nos hotéis onde ficou hospedada no Rio de Janeiro, no começo da semana passada, e em Cuiabá, na sexta-feira. Há dois dias, jogadores da Seleção Brasileira também tiveram contato com um especialista em penteados na concentração.

No dia 18, Neymar e Vinícius Júnior foram fotografados ao lado do cabeleireiro Don Marlus em um hotel na capital fluminense, onde a Seleção Brasileira goleou o Peru por 4 a 0 no dia 17, pela segunda rodada do Grupo B.

O mesmo profissional esteve na concentração do Chile, no Rio de Janeiro, na semana passada. Ele tirou foto ao lado de Vargas, do Atlético, Sebastián Vegas, César Pinares e Erick Pulgar.

Os jogadores da Seleção Chilena foram reincidentes ao permitir, na sexta-feira (18), a entrada do barbeiro Luís Fernando Gonçalves no hotel onde a delegação está instalada em Cuiabá, local da partida desta segunda-feira, às 18h, contra o Uruguai.

Luís Fernando postou em seu Instagram um vídeo enquanto cortava o cabelo do volante Arturo Vidal no quarto do hotel. Na gravação, aparecem ainda o zagueiro Gary Medel, o meia Pablo Aránguiz dançando sobre a cama e mais um atleta da Seleção Chilena. O barbeiro marcou na postagem o perfil de Vargas, do Atlético (veja abaixo).



O protocolo sanitário da Conmebol, que visa evitar a disseminação da COVID-19, proíbe que os atletas saiam dos hotéis ou recebm visitas durante a concentração para os jogos da Copa América. Estão previstas multas de US$ 15 mil (R$ 76 mil) para eventuais descumprimentos. Em caso de reincidência, a multa passa a ser de US$ 30 mil (R$ 152 mil).

Em comunicado à imprensa, a Federação Chile se manifestou sobre o caso neste domingo e assegurou que vai sancionar seus atletas, independentemente da punição a ser imposta pela Conmebol.

"A Federação de Futebol do Chile e o corpo técnico da Seleção Chilena Masculina Adulta reconhecem o descumprimento da bolha sanitária da delegação que participa da Copa América, com o ingresso não autorizado de um cabeleireiro que, apesar de contar com um exame PCR negativo (de COVID-19), não devia ter entrado em contato com os jogadores. Os envolvidos serão sancionados economicamente.

Lamentamos o que gerou essa situação e informamos que todos os membros da delegação testaram negativo para COVID-10 neste sábado, 19 de junho".

Técnico e capitão se manifestam


Em entrevista coletiva neste domingo, o técnico da Seleção Chilena, Martín Lasarte, explicou que o assunto já foi contornado internamente. “Foi um erro grave que se pôde solucionar com a maior tranquilidade. Devemos ser exemplo e repito: que fique como aprendizado. Nós conversamos com os jogadores de uma maneira amena para que entendam que cometeram um erro. Temos que fazer as coisas de boa maneira, tendo em conta o momento que estamos vivendo!”

O capitão Claudio Bravo evitou condenar os companheiros envolvidos na polêmica. “O melhor é aprender com os erros, se fortalecer. Logicamente é prejudicial. Somos conscientes de que estamos vivendo uma pandemia. Tivemos a sorte de que não contaminou os mais velhos e não houve contágios na Seleção. Assumimos a responsabilidade pelo ingresso de uma pessoa no hotel sem ter os devidos avisos prévios”.

Já a CBF não se manifestou sobre o descumprimento das regras por parte de jogadores da Seleção Brasileira.

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