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Justiça bloqueia R$ 1,3 milhão em conta de Benzema por chantagem a Valbuena

Atacante do Real Madrid foi condenado pela Justiça a pagar 230 mil euros ao ex-companheiro de Seleção Francesa

27/01/2022 12:47 / atualizado em 27/01/2022 13:10
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Em 24 de novembro, a Justiça francesa condenou Benzema (à direita na foto), ao considerar que
foto: Franck Fife / AFP - 30/6/14

Em 24 de novembro, a Justiça francesa condenou Benzema (à direita na foto), ao considerar que "ele estava pessoalmente envolvido" na tentativa de chantagem a Valbuena

Um agente judicial embargou 230 mil euros (cerca de R$ 1,38 milhão) de uma conta bancária na França da estrela do Real Madrid Karim Benzema, condenado a pagar essa quantia a Mathieu Valbuena – disse uma fonte próxima ao caso à AFP nesta quinta-feira (27).



Em 24 de novembro, o tribunal de Versalhes, a sudoeste de Paris, condenou Benzema a um ano de prisão sob sursis e a pagar uma multa de 75 mil euros por cumplicidade na tentativa de chantagear Valbuena com um vídeo íntimo. 

Os cinco acusados neste processo também foram condenados a pagar, de forma solidária, 150 mil euros ao ex-jogador da Seleção Francesa de futebol, a título de danos morais. Benzema devia ainda cobrir os 80 mil euros em custos legais de Valbuena.

Benzema recorreu da sentença, mas, como não pagava os 230 mil euros solicitados pelo ex-companheiro da Seleção, este último pediu a um oficial de Justiça o embargo desse valor de uma conta francesa do atacante em 21 de janeiro. 

Isso causou um congelamento parcial da conta, de acordo com uma fonte próxima ao caso. 

"Pedimos um pagamento amigável que nunca aconteceu. Então, passamos para a próxima fase", disse à AFP o advogado de Mathieu Valbuena, Paul-Albert Iweins. 


Entenda o caso 

 
Em 24 de novembro, a Justiça francesa condenou Benzema, ao considerar que "ele estava pessoalmente envolvido" na tentativa de chantagem "para convencer seu companheiro de equipe" a aceitá-la. Os fatos remontam a 6 de outubro de 2015. 

Após a condenação, seu advogado, Sylvain Cormier, expressou sua "raiva" e consternação com "uma pena muito dura, injusta e sem provas". A defesa havia solicitado que a quantia de 230 mil euros ficasse bloqueada até o julgamento do recurso.



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