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Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai relançam candidatura para sediar Copa

Projeto unindo os quatro países tenta trazer a Copa do Mundo de 2030 de volta ao continente sul-americano

16/06/2022 18:54
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Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, na Argentina, deve ser um dos locais de jogos da Copa de 2030
foto: Reprodução/Conmebol

Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, na Argentina, deve ser um dos locais de jogos da Copa de 2030

As autoridades governamentais e esportivas de Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai retificaram nesta quinta-feira sua decisão de relançar a candidatura conjunta desses países para sediar a Copa do Mundo de 2030.

O vice-presidente do Paraguai, Hugo Velázquez, presidiu o encontro de representantes das quatro nações em Assunção.

"Nosso objetivo é voltar a lançar a intenção dos quatro governos de levar adiante o Mundial de 2030", disse Velázquez em entrevista coletiva após a reunião.

O político anunciou que será formada uma mesa de trabalho em Montevidéu, em menos de um mês, para estabelecer um calendário que contemple as ações a serem executadas para promover a candidatura conjunta.

Velázquez destacou que os quatro países não podem competir em termos econômicos com as potências mundiais e que, por isso, "o que se quer é recorrer à história e, sobretudo, ao que o futebol representa para esta parte do continente, aos efeitos para que o torneio seja disputado em Paraguai, Chile, Argentina e Uruguai".

O vice-presidente paraguaio disse que os quatro países terão a obrigação de estabelecer obras de infraestrutura, que após a realização da competição ficarão como legado para o futebol.

Velázquez comentou que o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) se ofereceu para ser financiador das construções necessárias, caso a proposta vá adiante.

"Queremos lembrar que a primeira Copa do Mundo foi na América do Sul (no Uruguai, em 1930), o continente que exporta os melhores jogadores do mundo", ressaltou.

O político disse que os protagonistas do encontro, presidentes das federações de futebol dos quatro países, instruíram o presidente da Conmebol, Alejandro Domínquez, "para que isto se torne realidade".

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