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Candidato ao Senado, Luxemburgo mostra apoio a Lula e critica Bolsonaro

Aos 70 anos, treinador se filiou ao PSB, atual partido de do candidato a vice-presidente Geraldo Alckimin, em busca de eleição pelo estado de Tocantins

29/07/2022 12:14 / atualizado em 29/07/2022 12:45
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Vanderlei Luxemburgo tenta ingressar na política em 2022
foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

Vanderlei Luxemburgo tenta ingressar na política em 2022

Com passagem por grandes clubes do país como treinador, Vanderlei Luxemburgo tentará uma vaga no Senado pelo estado de Tocantins nas eleições de 2022. O ex-técnico da Seleção Brasileira se filiou ao PSB, mesmo partido de Geraldo Alckmin, candidato à vice-presidência na chapa de Lula (PT).

Em entrevista ao jornal "Metrópoles", Luxa explicou os planos na política e fez críticas ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). 

"Nasci no Rio de Janeiro, mas estou há 18 anos no Tocantins. No mundo globalizado, posso nascer em um estado e trabalhar em outro. Não existe isso de forasteiro. Eu poderia estar trabalhando no futebol. Sempre que um treinador cai, o meu nome é o que mais surge para substituí-lo", comentou.

"Acho que o estado tem muito potencial. O Tocantins é muito mal gerido, faz política de um modo equivocado. Os investidores estão afastados porque a política lá é feita com pedágio. Quatro governadores foram depostos. Nas notícias, só sai que a Polícia Federal está indo à casa de alguém. Quando o pessoal vê aqueles carros da PF, começa a sair correndo (risos). Vamos fazer um grande time e vencer", declarou à coluna de Guilherme Amado. 

Luxemburgo também comentou sobre a filiação ao PSB, elogiou Alckmin e garantiu apoio a Lula nas eleições para a presidente do Brasil. 

"O PSB foi o único partido que fez uma autorreforma. Um estatuto de 60 anos precisa ser revisto. Todos os partidos antigos precisam fazer o mesmo, para entender a inclusão social e outras realidades. Essa vinda do Geraldo Alckmin para a chapa do Lula deu uma química que vai mudar muito a política. O ódio que existe na política no Brasil é um negócio de doido."

Ele defende que a política siga o caminho do futebol. "Precisa ser como num jogo: 'Acabou o campeonato, parabéns, você foi o campeão'. Pessoas que foram antagônicas, como Lula e Alckmin, podem se juntar e fazer coisas boas para o país. O técnico precisa juntar os bons. É como no Flamengo, o clube do meu coração: tem o Pedro e o Gabigol que fazem gols. Como você vai deixar um de fora? Tem que juntar os dois para beneficiar o time, que na política é a população", afirmou. 

Gol de barriga de Renato Gaúcho

 
O treinador declarou seu lado na disputa presidencial: "Não tem como não ser (apoiador de Lula nas eleições). Sou amigo do Lula há muito tempo. Lula é carismático, sabe falar o que o povo quer ouvir. E criou na população brasileira a esperança de que as coisas podem mudar. No governo atual, não existe esperança. A eleição tem uma tendência pró-Lula, mas o jogo não está ganho até o juiz apitar. Senão aparece no finalzinho um gol de barriga igual ao que o Renato (Gaúcho) fez contra mim em 1995 (na final do Campeonato Carioca, quando o Fluminense venceu o Flamengo por 3 a 2 no Maracanã)". 

Por fim, Vanderlei Luxemburgo considerou o governo de Jair Bolsonaro como 'surreal' e fez duras críticas ao momento do país. 

"Um trabalhador que ganha o salário mínimo hoje gasta uma hora de trabalho para comprar um litro de leite. Isso está bom? É surreal. Fora a possibilidade citada, a todo momento, de que nós vamos ter um retrocesso no Brasil. É muito grave. Não dá para ficar fomentando isso, colocando medo na população. O brasileiro não quer viver isso novamente. Já houve uma briga para que a ditadura mudasse para a democracia", disse. 


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