FUTEBOL MINEIRO

Kalil fará reunião com clubes nesta terça para debater volta das torcidas

Prefeito e comitê de enfrentamento à COVID-19 receberão clubes de futebol para debater flexibilização de restrições na cidade

postado em 26/07/2021 17:17 / atualizado em 26/07/2021 19:25

(Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A. Press)


O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), vai se reunir com representantes de Atlético, América e Cruzeiro para debater a possibilidade de retorno gradual da presença de público em partidas de futebol na capital mineira. O encontro será nesta terça-feira (27/7), às 15h, na sede do poder Executivo municipal.

Kalil já havia confirmado a agenda na semana passada. A ideia é estruturar a volta dos torcedores a partir de protocolos sanitários. A tendência é que a reunião oficialize o retorno do público aos eventos esportivos. Depois da conversa com dirigentes, haverá pronunciamento à imprensa.

"Temos que voltar aos poucos, com juízo. Até porque, quando se fala em 10%, 15%, 20%, 30% de público, eu já mexi com futebol, já fui presidente de clube, sei que isso aí não altera absolutamente nada para um clube de futebol. Mas acho que está na hora de começar a voltar aos poucos, voltar com juízo", disse Kalil, na quinta-feira (22), à Rádio Super FM, de BH.

Além dos representantes dos clubes, a reunião terá emissários da Polícia Civil de Minas Gerais e integrantes do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 em BH. O grupo, chefiado pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, é formado por infectologistas que auxiliam Kalil na tomada de decisões referentes ao coronavírus. Integrantes das equipes que gerem os estádios Mineirão e Independências também vão bater ponto na prefeitura.

Presidente do Atlético entre 2008 e 2014, Kalil ressaltou a importância do esporte na vida de muitos cidadãos. "(Futebol) Faz falta para muita gente, é uma diversão. Então, tudo vai ter hora de fazer. Terça-feira nós devemos nos reunir, pelo menos é isso que está programado, eu não sei se vai se concretizar, mas estamos com as portas abertas, com horário marcado, e nós vamos, dentro do protocolo, viabilizar a volta dos jogos em Belo Horizonte".

Federação Mineira e Secretaria de Saúde têm protocolo


Na semana passada, a Federação Mineira de Futebol (FMF) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulgaram protocolo que vai basear o fim gradual dos portões fechados nos jogos de futebol em solo mineiro. Os municípios precisam autorizar as partidas com público. 

As diretrizes estabelecidas pela FMF não englobam o futebol amador e as categorias femininas e de base. As ondas do Minas Consciente também compõem as condicionantes do protocolo.

  • Não será permitida a presença de menores de 18 anos e gestantes
  • Não será permitida a presença de público em cidades na 'Onda Vermelha'
  • Será necessária autorização expressa das Prefeituras das cidades
  • Medidas para reduzir contato entre pessoas
  • Não será permitida a venda de bebidas alcoólicas
  • Apenas cidades que estejam enquadradas nas ondas amarela e verde poderão ter seus estádios reabertos para a presença de público.

Por público, Galo estuda Libertadores em Brasília


Os clubes jogam com portões fechados desde a retomada do futebol após meses de pausa, em julho do ano passado. Em Brasília (DF), o governo local já autorizou a ocupação de 25% das cadeiras de seus estádios.

De olho no confronto contra o River Plate, pela fase quartas de final da Libertadores, o Atlético não descarta transferir o duelo para o Mané Garrincha, na capital federal, com a presença de cerca de 25 mil fãs. Uma eventual liberação parcial do Mineirão, porém, pode abortar a ideia.

Cruzeiro tem punição para cumprir


O Cruzeiro, que também manda seus jogos no Gigante da Pampulha, foi condenado a atuar em cinco partidas com portões fechados por causa de confusões na reta final do Campeonato Brasileiro de 2019. A punição, aplicada pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), começa a valer após o público zero forçado pela pandemia.

O médico Carlos Starling, que compõe o grupo de médicos responsáveis por aconselhar Kalil, ajudou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em estudos sobre os riscos corridos por jogadores, árbitros, comissões técnicas e trabalhadores dos bastidores do esporte no que tange à contaminação por COVID-19. As competições nacionais ainda não têm protocolo sobre a volta do público.

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