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Camaroneses comemoram feito de Ngannou, terceiro africano campeão do UFC

Camaronês seguiu os passos de Usman e Adesanya no octógono

postado em 29/03/2021 17:42

(Foto: Reprodução/UFC)

Aos 34 anos, Francis Ngannou marcou o nome na história do continente africano no esporte. O camaronês radicado na França se transformou no terceiro representante da África a conquistar o cinturão do UFC. A façanha veio com a vitória por nocaute sobre Stipe Miocic, em revanche na luta principal do UFC 260, já na madrugada de domingo (horário brasileiro), em Las Vegas. 



Ngannou nocauteou no segundo round e se transformou no novo campeão dos pesos pesados (120kg). Ele repetiu as façanhas dos nigerianos Kamaru Usman, dono do título dos meio-médios (77kg), e Israel Adesanya, detentor do cinturão dos médios (84kg). O camaronês se emocionou na coletiva e lembrou os momentos difíceis antes de alcançar o topo do MMA.



"É incrível, a sensação é demais. Imagine a sensação de esperar por algo a vida inteira e batalhar muito para conseguir. Às vezes sentia como se estivesse me afogando, e precisava reerguer novamente. Mas agora estamos aqui, conquistamos e é incrível. Isto aqui não é só para mim, é para todas as pessoas que sujam as mãos e que acreditaram. Para as pessoas do mundo e meus amigos", declarou o Predador, que antes de chegar ao UFC passou por momentos de dificuldade quando deixou o país natal e se aventurou na França. 

A façanha de Ngannou foi motivo de muita festa em sua cidade natal, Batié. Apesar da diferença no fuso-horário - 5h15 da manhã - e das recomendações de evitar aglomeração por causa da COVID-19, muita gente ficou acordada e se reuiniu para acompanhar a luta entre o conterrâneo e Miocici. A festa foi completa, com direito a muitos cânticos e bebida. 



Depois da vitória histórica, ainda no octógono, Ngannou deu um abraço a Karamu Usman, que estava em seu córner. O nigeriano foi importante na preparação do camaronês, treinando a parte de wrestling e de defesas de quedas para enfrentar um especialista nesse quesito, Miocic. O Predador não só conseguiu frustrar as tentativas do rival em derrubá-lo, como também aproveitou as mãos pesadas para conectar os golpes que liquidaram o então campeão. 



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