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Seguranças calam manifestantes que pediam saída de Ricardo Teixeira na CBF

Presidente da entidade anunciou que não vai sair

postado em 01/03/2012 10:04 / atualizado em 01/03/2012 10:08

Ivo Gonzalez/Agência O Globo

Jaeci Carvalho, enviado especial

Rio de Janeiro

No dia em que os presidentes das federações se reuniram para discutir o futuro de Ricardo Teixeira à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), um grupo de torcedores aproveitou para protestar na porta da sede da entidade, na Barra da Tijuca, no Rio. Cinco integrantes da Frente Nacional dos Torcedores pediam, aos berros, a saída do cartola da Presidência da CBF, momentos depois do início da assembleia geral.

A manifestação durou alguns minutos. Foi interrompida depois que seguranças retiraram os torcedores, que levavam bandeiras com os dizeres “Diretas já”, com a foto do ex-jogador Sócrates (que morreu em dezembro), e “Fora Ricardo Teixeira”.

“Queremos a saída dele (Ricardo Teixeira). Estamos marcando o nosso espaço”, afirmou o advogado gaúcho e integrante do movimento João Marques, de 24 anos. Os torcedores também gritavam palavras de ordem como “Ricardo Teixeira, vergonha brasileira”. Pediram, ainda, a intervenção do governo na CBF.

A noite de terça-feira e madrugada de quarta foram movimentadas para os presidentes de federações, que chegaram ao Rio para a reunião extraordinária da CBF. Alguns se encontraram com Teixeira durante o dia. Outros levaram dinheiro para não ir à reunião, para que o cartola tivesse maioria naquilo que decidisse. O caso mais grave foi o do interventor da Federação Brasiliense, que recebeu telefonema de representantes de Teixeira dizendo a ele para não ir, pois seria recompensado. O pedido foi negado.

Diabético, Teixeira também tem problemas cardíacos e antes da assembleia foi ao encontro de um médico particular, segundo ele para pegar o resultado de um exame. Por isso, não recebeu todos os dirigentes em sua sala.

MOVIMENTO

Um dos presidentes mais fortes no encontro era o da Federação Estadual do Rio de Janeiro (FERJ), Rubens Lopes. Ele foi chamado à casa de Teizeira na manhã de terça-feira, ao lado de Marco Polo del Nero e José Maria Marin. Lá, ouviu dos paulistas que “alguém estava traindo o dirigente e que ele não havia gostado nada do movimento insurgente”.

Diante do cartola, disse que não havia movimento e que os presidentes estavam com ele. Mas foi taxativo ao afirmar que não aceitariam a indicação de Marin ou qualquer outro, em caso de renúncia, pois o mandato foi prorrogado para Teixeira. Se isso ocorresse, o ideal seriam novas eleições, embora a medida contrariasse o estatuto, que determina que o mais velho assuma. Teixeira, então, disse que o mais importante era manter a unidade das federações.