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Seleção Brasileira sofre com a falta de um líder e um camisa 10

Mano tem dificuldades para encontrar alguém que assuma a responsabilidade em campo

postado em 25/05/2012 19:07 / atualizado em 25/05/2012 19:27

Fernanda Luz/A Tribuna de Santos
A possibilidade de escolher os jogadores que quiser para montar o seu time é o sonho de qualquer treinador. Mesmo com esse privilégio, o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, tem dificuldade de encontrar alternativas para duas funções importantes dentro de um grupo: o camisa 10, responsável por comandar tecnicamente a equipe no campo, e um atleta com espírito de liderança, capaz de auxiliá-lo no trato com os atletas dentro e fora dos gramados.

Mano Menezes nunca escondeu que a camisa 10 está reservada para Paulo Henrique Ganso. No entanto, as seguidas contusões e os longos períodos de afastamento do craque santista, ora para se recuperar de cirurgias no joelho, ora para tratar lesões musculares típicas de atletas que ficam muito tempo sem jogar - no momento ele está afastado por duas semanas para tratar da cartilagem no joelho -, não dão ao treinador a segurança de que ele ocupará este posto, tanto na Copa do Mundo de 2014 quanto nos Jogos Olímpicos de Londres, daqui a dois meses.

A responsabilidade na partida deste sábado contra a Dinamarca e, provavelmente, na sequência de três amistosos nos Estados Unidos, fica com Oscar. Porém, a comissão técnica mostra-se preocupada com a pressão a qual o jogador do Internacional será submetido. Na avaliação de Mano Menezes, é complicado colocar a camisa 10 e todo o peso que ela representa nas costas de um jovem que, embora tenha o talento reconhecido, está em fase de amadurecimento profissional e se vê envolvido vem desgastante período de polêmicas e disputas na Justiça com o São Paulo.

Se Oscar é a aposta para ser o líder técnico do time nos amistosos, a zaga concentra os candidatos a líder extracampo. "O Thiago (Silva) é uma liderança. É um jogador que fala bastante com os companheiros e se incomoda com resultados ruins, fica indignado com derrotas. Esse tipo de liderança não se aprende, é da pessoa. Por isso ele é o capitão do time", explicou Mano Menezes.

Outro citado é David Luiz, do Chelsea, que optou por ficar no grupo mesmo sem poder jogar. "É um grande exemplo daquilo que pregamos desde o início, que é o jogador mostrar disposição em estar na seleção brasileira. E o David, com o moral de quem acabou de conquistar o título europeu, fez isso".