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Clássico entre Brasil e Argentina no Mineirão reserva duelo à parte entre Neymar e Messi

Craques dão o tom no maior clássico do futebol mundial, nesta quinta, em BH

postado em 10/11/2016 11:00

Ramon Lisboa/EM/D. A Press

O tão aguardado retorno da Seleção Brasileira ao Mineirão, palco da derrota para a Alemanha por 7 a 1, no último Mundial, também será marcado pelo embate de dois dos maiores astros do futebol mundial. Quando o árbitro chileno Julio Bascuñán apitar o início do duelo entre Brasil e Argentina, nesta quinta, às 21h45, no Gigante da Pampulha, os companheiros de Barcelona Neymar e Lionel Messi estarão frente a frente pela quarta vez defendendo suas seleções – o duelo mais importante entre os camisas 10 até agora.

Enquanto Neymar é um dos líderes da redenção brasileira sob o comando de Tite – com quatro triunfos seguidos, o time assumiu a liderança das Eliminatórias, com 21 pontos –, Messi retorna ao time alviceleste tentando estancar um princípio de crise e evitar uma tragédia: sem vencer há três jogos, a equipe está apenas na sexta colocação, com 16 pontos, fora da zona de classificação para a Copa do Mundo da Rússia'2018.

Além disso, La Pulga tenta apagar os dois vice-campeonatos da Copa América, quando a Argentina chegou perto da vitória, mas acabou derrotada para o Chile, aumentando o jejum de mais de duas décadas sem títulos. O maior artilheiro da história da alviceleste, com 56 gols (um a mais que Batistuta) chegou a anunciar a aposentadoria da seleção, mas voltou atrás.

Neymar, por sua vez, superou a eliminação na Copa do Mundo'2014 e Copa América'2015 com o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto. Autor de três gols em quatro jogos sob o comando de Tite – um a menos que Gabriel Jesus –, o camisa 10 pode marcar no Mineirão o seu gol de número 50 com a equipe principal. Com apenas 24 anos, Neymar já é o quinto maior artilheiro da Seleção, atrás de Pelé (95), Ronaldo (67) e Romário (55), e já à frente de ídolos como Zico (48), Bebeto (39) e Rivaldo (34).

Os dois jogadores, que chegaram juntos a Belo Horizonte, não escondem a admiração mútua. “Estou aprendendo com o melhor. Sabemos que Leo é o número 1 e não há possibilidade de que seja outro”, disse Neymar ao site oficial do Barcelona, ao fim da temporada passada. “Neymar tem espaço em qualquer lugar que quiser. Um jogador como ele é único”, elogiou Lionel Messi, em junho.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press


Nos clássicos, Messi leva a melhor: em três jogos, venceu dois e marcou quatro gols. Sua atuação de gala foi em 9 de junho de 2012, quando La Pulga marcou três na vitória por 4 a 3 sobre o Brasil de Mano Menezes, no Met Life Stadium, nos Estados Unidos. No último embate entre os dois, entretanto, Neymar saiu melhor, com vitória por 2 a 0, gols de Diego Tardelli, no Superclássico das Américas, disputado em Pequim (China).

Ao contrário de Neymar, Messi – que soma quatro derrotas, três vitórias e um empate contra o Brasil –, estava em campo no último encontro entre Brasil e Argentina, no Mineirão: empate sem gols, em junho de 2008, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul.

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