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LUTO

Com jogo plástico e títulos, Kobe Bryant continuou o legado deixado por Michael Jordan

Eterno ala-armador do Los Angeles Lakers morreu em acidente de helicóptero nesse domingo, aos 41 anos

postado em 26/01/2020 19:04 / atualizado em 26/01/2020 21:14

(Foto: Mark RALSTON / AFP)
Se nos anos 1990 Michael Jordan foi encarregado de continuar com o legado de sucesso na NBA deixado pela dupla Larry Bird e Earvin “Magic” Johnson na década de 1980, Kobe Bryant não deixou o sucesso da liga cair nos anos 2000. Além do estilo de jogo semelhante ao do ídolo, Kobe conquistava títulos e todo o mundo, ajudando a manter o esporte globalizado.

A camisa 8 do Los Angeles Lakers e os tênis Adidas calçados pelo então sucessor de Michael Jordan eram os mais procurados, mas tudo tem momentos de turbulência. Uma acusação de estupro em 2003, desmentida por Kobe dias depois com um pedido de desculpas (mas admitindo a traição), deixou o jogador fora dos holofotes pelos bons motivos, que era o então tricampeonato da NBA.

Apesar disso, o “Black Mamba” não se deixou abalar. Kobe Bryant se apegou à família e seguiu a vida, agora com um Los Angeles Lakers de “ressaca” após o tricampeonato de 2000, 2001 e 2002. Com uma liga forte, mas ainda sem um nome expoente como o de Kobe, o ídolo do basquete mundial começara a retomar o caminho das glórias com atuações e resultados espetaculares.

Em 2006, com o número 24 às costas e como atleta da Nike, Kobe Bryant começou a última arrancada de glórias na NBA e no basquete mundial. Já como ídolo mundial, Kobe potencializou seu sucesso. Em 2007, o “Black Mamba” estreou na Seleção dos Estados Unidos visando os Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, mercado muito explorado pela NBA.

Naquele ano, conquistou o único troféu de melhor jogador da NBA, meses antes de ganhar o ouro olímpico na Ásia. Nos dois anos seguintes, Kobe Bryant se consolidou de vez como um dos maiores de todos os tempos ao conquistar a liga norte-americana mais duas vezes com o Los Angeles Lakers, agora sendo o melhor jogador das finais nas duas oportunidades.

Com cinco títulos de NBA e um ouro olímpico, Kobe viu o Lakers passar por novo momento de “ressaca” pós-títulos - que perdura até hoje. Além disso, a lenda do basquete começou a conviver com lesões, mas a pior delas ainda teria uma ótima prévia.

Em 2012, Kobe Bryant conquistou seu segundo ouro olímpico nos Jogos de Londres, na Inglaterra. No ano seguinte, ele rompeu o tendão de aquiles esquerdo, lesão que o atormentou até o fim da carreira, em 2016. Quarto maior cestinha da NBA, com 33.643 pontos, Kobe entregou tudo aquilo que não se esperava dele. O eterno camisa 8, 24 e 10 (na seleção) mostrou a todos os fãs que, mesmo com erros, o foco e a dedicação podem levar qualquer um ao topo.

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