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Seleção Brasileira tem recepção fria em São Paulo às vésperas da Copa América

Equipe de Tite estreia na Copa América sexta, na capital paulista

postado em 11/06/2019 08:58 / atualizado em 11/06/2019 14:14

<i>(Foto: @lucasfigfoto / CBF)</i>
Se historicamente o torcedor paulistano sempre teve uma relação de “amor e ódio” com a Seleção Brasileira, os primeiros contatos da equipe com os fãs em São Paulo, às vésperas da estreia na Copa América, foram tímidos até aqui. A movimentação no hotel onde a delegação está hospedada, na zona sul, tem sido baixíssima e no treino realizado na segunda-feira no Pacaembu apenas dois torcedores se arriscaram a ir à porta do estádio para - sem sucesso - ver os jogadores.

A previsão inicial era de que a Seleção realizasse os seus treinamentos na Academia de Futebol, do Palmeiras. No domingo, no entanto, a CBF mudou o local para o Pacaembu, um dos estádios mais especiais da carreira de Tite. Foi ali que ele ganhou, pelo Corinthians, títulos como Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro e Recopa Sul-Americana, além de criar uma relação forte com a torcida alvinegra.

Na segunda-feira, antes do treino, Tite percorreu, sozinho, todo o gramado do Pacaembu. Já Edu Gaspar, coordenador da CBF e ex-jogador do Corinthians, tirou uma selfie ao sair do vestiário.

Apenas um pequeno grupo de torcedores convidados por patrocinadores da CBF pôde acompanhar o treino das arquibancadas. Os jogadores titulares ou que atuaram por mais da metade do tempo na vitória sobre Honduras, no domingo, foram dispensados do treino e permaneceram no hotel. Por isso, a atividade no Pacaembu teve a presença somente dos três goleiros (Alisson, Cássio e Ederson) e mais sete jogadores de linha: Miranda, Alex Sandro, Fagner, Lucas Paquetá, Willian, Everton e Roberto Firmino.

Durante toda a estada da Seleção em São Paulo, até este sábado, não está previsto nenhum treino com a presença de torcedores. Na quarta-feira, inclusive, a atividade será fechada à imprensa.

Na sexta-feira, o Brasil estreia na Copa América diante da Bolívia, no Morumbi. O estádio já foi palco de vaias históricas à Seleção. Em 1970, por exemplo, em um amistoso contra a Bulgária, Pelé ficou no banco e Paulo César Caju foi titular, o que gerou muitas críticas da torcida. Em 2000, contra a Colômbia a torcida se revoltou e atirou milhares de bandeirinhas no gramado. As vaias mais recentes do torcedor paulistano à Seleção não foram no Morumbi, mas sim no Allianz Parque, em 2015, em um amistoso contra o México, na primeira partida no País depois do vexame do 7 a 1.

Justamente por causa dessa relação conturbada com o torcedor de São Paulo, o técnico Dunga admitia publicamente que a sua preferência era jogar em cidades onde a Seleção recebia apoio praticamente incondicional, independentemente da fase, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do País. Já Tite diz que faz parte do processo de “amadurecimento” da Seleção atuar em estádios onde o clima é mais hostil.

Para o jogo de sexta-feira, o Morumbi deve estar cheio, mas até a noite de segunda-feira ainda restavam ingressos à venda nas categorias 1 e 2 (R$ 590 e R$ 390, respectivamente). As entradas para o jogo do dia 22, diante do Peru, na Arena Corinthians, estão esgotadas.

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