Ana Marcela destaca persistência por conquistar ouro em quarta olimpíada

Atleta se desculpa por deixar medalha escapar em edições passadas, mas fatura o ouro para o Brasil

03/08/2021 22:54 / atualizado em 04/08/2021 00:23
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A baiana Ana Marcela Cunha conquistou a tão esperada medalha de ouro para o Brasil na maratona aquática de 10km nos Jogos Olímpicos de Tóquio
foto: OLI SCARFF / AFP

A baiana Ana Marcela Cunha conquistou a tão esperada medalha de ouro para o Brasil na maratona aquática de 10km nos Jogos Olímpicos de Tóquio



A baiana Ana Marcela Cunha conquistou a tão esperada medalha de ouro para o Brasil na maratona aquática de 10km no Odaiba Marine Park, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Com tempo de 1:59:308, após 14 voltas em águas abertas, a atleta conquistou sua primeira medalha olímpica.

Fotos da conquista do ouro de Ana Marcela na maratona aquática



“Acreditem nos seus sonhos e deem tudo de si. Eu quero muito agradecer ao meu clube, aos meus pais, à minha namorada, desejar um feliz aniversário para o Allan (do Carmo, amigo e nadador de maratona aquática), ele falou que seria o presente dele. E é o que eu falei, acreditar no seu sonho, eu acredito e sempre acreditei nisso”, declarou Ana Marcela em entrevista ao canal Sportv.

Ela é a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica de ouro na natação desde a vitória de Cesar Cielo nos 50m livre masculino, em 2008. “Eu deixei escapar por algumas vezes e hoje eu pude sair daqui como campeã olímpica”, disse Ana, que está em sua quarta edição dos Jogos Olímpicos.

Cunha é a maior medalhista brasileira em mundiais. Com 12 medalhas, a atleta sonhava com o pódio olímpico. “Por mais nova que eu fui em 2008, foi minha primeira Olimpíada, querendo ou não, um quarto ciclo olímpico vindo de uma não classificação, uma frustração no Rio e um amadurecimento muito grande para chegar até aqui”, disse. 

Após o ouro arrancar um sorriso de Cunha, a nadadora agradeceu a todos os brasileiros que ganharam medalhas na Olimpíada. “Foram um incentivo muito grande, principalmente o (Fernando) Scheffer e o Bruno (Fratus), por serem da natação e por eu ter um contato um pouco maior com o Bruno”. 



A nadadora também é a primeira atleta LGBTQIA+ a ganhar ouro para o Brasil em Tóquio. E Ana ainda contribuiu para mostrar o protagonismo feminino nos jogos. As mulheres garantiram três de quatro medalhas de ouro para o Brasil. As outras duas foram de Rebeca Andrade, na ginástica, e a dupla formada por Martina Grael e Kahena Kunze na vela.



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