Presidente do América explica demora para contratar jogadores de 'peso'

Alencar da Silveira Júnior falou em 'falta de vontade' de alguns atletas em defenderem o Coelho

15/09/2021 11:05 / atualizado em 15/09/2021 11:14
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Alencar detalhou as dificuldades do América no mercado
foto: Tereza Rebello Horta/América

Alencar detalhou as dificuldades do América no mercado


O presidente do América, Alencar da Silveira Júnior, respondeu a uma dúvida frequente dos torcedores do clube: por que não contratou reforços do nível de Zárate no começo do Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao programa Hora do Coelho, no YouTube, nessa terça-feira, o dirigente destacou a dificuldade do mercado. 


"Primeiro, por não ver e olhar o jogador. Acho que toda avaliação que foi feita para a vinda de qualquer jogador tem que ter uma análise técnica do departamento de futebol. Desta vez (na contratação de Zárate) o Salum bateu no peito, juntamente com o Euler, e com indicação do Armando", começou a explicação.

Em seguida, o presidente destacou que o clube também esbarrava em questões técnicas de nomes sugeridos. "Todos os jogadores que foram sugeridos do futebol sul-americano passaram por uma análise técnica, de mercado e desempenho. Nenhum desses jogadores teve assim, 'vamos fazer a aprovação deles'".

O América fez 18 contratações para a disputa da Série A. No entanto, a de mais impacto foi a última, a do argentino Mauro Zárate. Ao fim de sua fala, Alencar destacou um fator fundamental: a vontade dos atletas em defenderem o Coelho.

"Não foi (falta) de vontade (em contratar), foi a falta, naquele momento, de jogadores que queriam vir, não para ganhar, mas para vestir a camisa do América e fazer um bom campeonato, com a permanência na Série A", disse.

Negociação com Zárate


Zárate foi a grande contratação do Coelho no ano
foto: Mourão Panda/América

Zárate foi a grande contratação do Coelho no ano



Com passagens por Boca Juniors e clubes europeus, Zárate foi a grande contratação do América na temporada. O presidente do clube destacou a diferença na negociação com o argentino.

"Vamos lembrar também. Foi um jogador que teve uma conversa direta com o clube, não passou por empresário e nem teve aquela frescura toda. Falou que queria vir, jogar. No primeiro encontro que nós tivemos, eu falei, 'eu quero ver como você vai fazer agora'. Ele respondeu, 'presidente, eu vou fazer minha parte. Eu tenho 20 jogos para fazer, e posso garantir que nós vamos fazer.' A vontade dele de jogar, de vestir a camisa, foi totalmente diferente dos outros", completou o dirigente. 
 


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