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América: Salum fala sobre Série A, competições internacionais e 2022

Em entrevista ao Superesportes, dirigente avaliou momento da equipe, questões financeiras na próxima temporada e planejamento de elenco

29/10/2021 06:00 / atualizado em 29/10/2021 03:29
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Marcus Salum, coordenador de futebol clube-empresa do América, cedeu entrevista ao Superesportes
foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Marcus Salum, coordenador de futebol clube-empresa do América, cedeu entrevista ao Superesportes


O América vive um momento para lá de especial. Na 10ª colocação da Série A do Campeonato Brasileiro, com 35 pontos, o Coelho se vê cada vez mais próximo de conquistar a tão sonhada permanência na elite do futebol nacional. Diante desta boa fase, o Superesportes entrevistou Marcus Salum, coordenador de futebol clube-empresa do América, que falou sobre o desempenho no Brasileirão, o sonho de disputar uma competição internacional e a questão financeira em 2022.

Inicialmente, Salum destacou o momento do Coelho na Série A. Ele elogiou o trabalho realizado pelos jogadores, mas destacou a dificuldade da sequência da competição. O dirigente também frisou o objetivo da permanência, mas disse que o clube tem o 'direito de sonhar' com uma competição internacional na próxima temporada.

"O momento do time é muito positivo, né? A gente vem mostrando em campo uma determinação diferente, um trabalho consistente - independente do comando técnico. Eu acho que as coisas vêm acontecendo. Uma bela partida a última (vitória por 2 a 0 contra o Santos), mas a gente sabe que o momento é cada jogo. O próximo jogo é difícil, o outro é mais, o outro é mais. Então, nós temos aqui só o direito a buscar a nossa permanência. Sonhar, temos o direito de sonhar com o que a gente quiser, mas a busca do objetivo é a permanência", afirmou.

Impacto da permanência


Salum também falou sobre o que uma possível permanência na elite representaria para os cofres do América e também para o projeto de clube-empresa. Neste momento, o Coelho tem acordo avançado com um investidor para se transformar em SAF (Sociedade Anônima de Futebol).

"É só você ir no regulamento do campeonato, na divisão de televisão, e você vai ver que nós temos direito a mais 30% do que nós arrecadamos com a televisão - um valor significativo. Então, impacta no orçamento, é muito importante. Logicamente, em cima desses valores que você vai arrecadar tem muitas premiações, mas o valor líquido ainda é um valor que nos permite melhorar nosso orçamento. Com relação ao impacto no projeto de clube-empresa, é lógico que, quando você trabalha uma ideia de transformar um clube em empresa, estar na Primeira Divisão vai ser um 'handicap' especial caso a gente efetive o negócio", avaliou.

Planejamento de elenco e contratações


Por fim, o coordenador de futebol do Coelho previu dificuldades nas renovações contratuais caso o América garanta a permanência na Série A. Ele evitou falar sobre contratações de grande porte, mas garantiu que a participação em uma competição internacional pesa para a chegada de outros nomes de maior peso - como o do atacante argentino Mauro Zárate.

"Eles falam que o América sabe controlar essa parte entre investimento, risco, e nós não vamos agir diferente. No momento em que a gente precisou arriscar, gastar mais, nós gastamos. Logicamente, a permanência é fundamental para você ter um orçamento definido para o ano que vem, que competição vai disputar, se vai ter competição sul-americana. Isso pesa na decisão das contratações. Logicamente, as renovações dos jogadores não serão tão fáceis. Os patamares vão aumentar. Mas o que a gente tem que levar em conta é que o objetivo do América é estabilizar na Primeira Divisão. É um objetivo que ainda não alcançamos e estamos buscando. A partir daí, o planejamento será feito", projetou.

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