UAI

2

'Guaraní x América foi meu jogo mais marcante na Libertadores', diz Patric

Vitória por 3 a 2 no Defensores del Chaco, em Assunção, é considerada a partida mais emocionante da história do Coelho

Wellington Paulista (2x) e Pedrinho marcaram os gols do América na virada por 3 a 2 sobre o Guaraní, do Paraguai, na partida de voltada da segunda fase da Libertadores
foto: Mourão Panda / América

Wellington Paulista (2x) e Pedrinho marcaram os gols do América na virada por 3 a 2 sobre o Guaraní, do Paraguai, na partida de voltada da segunda fase da Libertadores

 

Para Patric, não há dúvidas: o jogo mais marcante de sua trajetória na Copa Libertadores é a vitória do América por 3 a 2 sobre o Guaraní, do Paraguai, quando o time alviverde virou o placar e conquistou nos pênaltis (6 a 5) uma vaga para a terceira fase. Em entrevista ao Superesportes, o lateral-direito revelou detalhes do duelo. 

 

 

 

 

Esta é a quarta participação de Patric no torneio, que ele já havia disputado em 2015, 2016 e 2019 pelo Atlético. Com 22 jogos na Libertadores, ele é um dos atletas do elenco alviverde com maior experiência internacional. Seus únicos companheiros de time com mais partidas na competição são os atacantes Wellington Paulista e Orlando Berrío, que fizeram 35 e 26 atuações, respectivamente. 

 

"Essa é a (partida) mais marcante (que fiz na Libertadores). Ela foi para testar todos os sentimentos e de fato ficar na história. Foi como quebrar uma barreira, sabe? A partir do momento em que a barreira foi quebrada, eu tenho certeza que frutos bons e saudáveis virão para nós. Foi emocionante, eletrizante e sofredor. Eu mesmo perdi um pênalti lá, e passa bastante coisa na nossa cabeça (nesse momento). Logo depois teve o meu companheiro que fez a diferença. Então é o que eu falo, até quando o jogador é ruim ele tem que ter sorte (risos)", disse o defensor.

 

O América esteve em desvantagem na maior parte do confronto com o Guaraní, pela segunda fase. Na ida, o time de Marquinhos Santos perdeu por 1 a 0 no Independência. Na volta, no Defensores del Chaco, em Assunção, a equipe saiu novamente atrás no placar - em 15 minutos de jogo, os paraguaios já haviam feito 2 a 0 e estavam com a vaga encaminhada. A virada do Coelho veio apenas no segundo tempo, com gols de Wellington Paulista (aos 59' e aos 74') e Pedrinho, que fez o terceiro já nos acréscimos.

 

 

 

"Nosso time estava irreconhecível naquele momento. Nós nunca havíamos sofrido um apagão desse tipo. Antes de acabar o primeiro tempo, por mais que eu seja um homem de fé e que acredita sempre, eu olhei para um ou outro companheiro (e pensei) "hoje está difícil, alguém vai ter que mudar isso aqui". Acredito que quase todos estavam pensando que seria muito difícil mesmo", afirma Patric, que citou as táticas utilizadas pelo Guaraní para neutralizar o setor ofensivo do Coelho no Paraguai. 

 

Para o defensor, os principais motivadores da virada foram jogadores suplentes, pois eles "tiveram muito êxito e felicidade nas palavras", dando o encorajamento necessário aos titulares. "Dou créditos aos meninos, pois eles nos passaram coragem, força e positividade para mudar o cenário", complementou. 

 

"Talvez alguns (jogadores do elenco) ainda não haviam participado de uma virada histórica. Ao mesmo tempo (que foi difícil), foi muito bom para que todo mundo pudesse aprender ou sentir esse gostinho", concluiu Patric.

 


Compartilhe