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Atlético lamenta as mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips

Nas redes sociais, clube relembrou publicação feita por Dom Phillips em um jornal britânico sobre a conquista do Galo na Copa Libertadores

16/06/2022 16:00
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Indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, desapareceram no último dia 5
foto: Redes Sociais/Reprodução

Indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, desapareceram no último dia 5

O Atlético lamentou o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, no Amazonas. O clube alvinegro fez uma publicação nas redes sociais sobre a morte deles, que estavam desaparecidos desde 5 de junho.

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O Atlético relembrou que Dom Phillips, em 2013, escreveu sobre a conquista do Galo na Copa Libertadores para um jornal britânico. Clique aqui para ler.

Entenda o caso


No domingo, dia 5 de junho, Bruno e Dom desapareceram a poucos quilômetros do Vale do Javari, segunda maior reserva indígena do Brasil. Eles viajavam de barco pelos mais de 70 quilômetros que ligam o Lago do Jaburu ao município de Atalaia do Norte.

Na última vez em que foram vistos, o indigenista e o jornalista pararam na comunidade de São Rafael, às 6h, onde tinham uma reunião marcada com o líder pescador Manoel Vitor Sabino da Costa, conhecido como Churrasco.
 
Dali, eles seguiram seu caminho pelo rio. A dupla deveria ter chegado a Atalaia do Norte duas horas depois, mas desapareceu. Quem soou o alerta foram os indígenas da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).
 
A Univaja disse que às 14h enviou uma equipe "formada por indígenas extremamente conhecedores da região". Eles teriam percorrido inclusive os "furos" do rio Itaquaí, mas nenhuma pista foi encontrada.
 
Às 16h, "outra equipe de busca saiu de Tabatinga, em uma embarcação maior, retornando ao mesmo local, mas novamente nenhum vestígio foi localizado".
 
Há relatos de que Bruno Pereira era alvo de pescadores ilegais, garimpeiros e madeireiros. Além disso, a Univaja também relatou ameaças a seus integrantes - tendo registrado boletim de ocorrência na polícia poucas semanas antes do desaparecimento do indigenista.

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