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CAMPEONATO BRASILEIRO

Promotor diz que presença de atleticanos em jogo do Cruzeiro foi um dos motivos para recomendação de torcida única

Ministério Público sugere realização de jogo sem torcida visitante

postado em 06/12/2019 14:30 / atualizado em 06/12/2019 16:15

(Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
A menos de dois dias do decisivo jogo entre Cruzeiro e Palmeiras segue a celeuma sobre a presença ou não de torcedores do Palmeiras no Mineirão. Segundo o promotor de justiça Paulo de Tarso Morais Filho, uma das razões que o levou a recomendar à CBF e à Federação Mineira que a partida seja realizada com torcida única é a possível presença de atleticanos "infiltrados" para assistir ao jogo que pode decretar a queda do Cruzeiro para a Série B.

"Esse é um dos motivos que nos leva a concluir que o jogo de torcida única seja de todo razoável para a prevenção de qualquer ato de violência dentro do estádio. Estamos vivenciando um histórico de conflitos. Espero que todos que vão aos estádio tenham a consciência de que estão se dirigindo para um evento esportivo, não para uma guerra. Vamos tomar todas as medidas que estão ao nosso alcance", afirmou o promotor nesta sexta-feira, em evento que reuniu representantes das Polícias Militar e Civil, do Ministério Público e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Venda de ingressos e Estatuto do Torcedor

A venda de ingressos para torcedores de Cruzeiro e Palmeiras segue sendo realizada normalmente. Esse talvez seria um dos fatores que pesaria contra à realização do jogo com torcida única, uma vez que palmeirenses já estão adquirindo bilhetes.

Sobre uma possível violação ao Estatuto do Torcedor, que prevê que é direito do torcedor que os ingressos sejam colocados à venda até 72h antes do início da partida, o membro do Ministério Público defendeu que a segurança deve prevalecer.

"Prazos existem. Mas temos que colocar em questão um bem maior. É uma questão de ordem. Se formos verificar todas as normas contidas no estatuto do torcedor, elas se voltam para a segurança. Estão em choque duas normas. Uma que fala de prazo, para garantia da tranquilidade de ingressos no estádio. Mas tem uma outra que é muito superior, que fala a respeito da segurança. Então, vamos fazer prevalecer a questão da segurança, que é o bem maior, a integridade física", argumentou.

Paulo de Tarso afirmou, ainda, que, no momento em que enviou a recomendação à CBF e à Federação Mineira, a venda de ingressos não havia se iniciado.

"Nossa recomendação foi feita ontem (quinta-feira) e não havia definição sobre ingressos. Aguardamos uma posição dos órgãos responsáveis pelo campeonato", finalizou.

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