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Após prisão, técnico do Cruzeiro feminino pede desculpas e leva advertência

Militares prenderam Marcelo Frigério pela acusação de desacato, na última sexta-feira (12), em Juatuba

postado em 18/03/2021 09:06 / atualizado em 18/03/2021 14:02

(Foto: Arquivo Pessoal)

O técnico do time feminino do Cruzeiro, Marcelo Frigério, publicou pedido de desculpas por ter se excedido em discussão em Juatuba, na Grande BH, na última sexta-feira (12). Ele disse que não teve a cabeça fria o suficiente e usou palavras de baixo calão ao se dirigir aos fiscais da prefeitura que entraram no campo, onde treinavam as Cabulosas. Por causa disso, ele foi punido administrativamente pela diretoria celeste.

Na ocasião, Tchelo foi detido por desacato contra uma mulher que fazia a fiscalização das medidas contra a COVID-19 no Estádio Municipal Antônio Moreira Duarte, o Curumim, e ainda se envolveu em um empurra-empurra com outros dois agentes da prefeitura local, de acordo com o boletim de ocorrência. Após prestar esclarecimentos na delegacia, o treinador foi liberado.

"Na sexta-feira, a nossa equipe estava treinando em Juatuba, quando chegaram agentes de fiscalização, para evitar aglomeração. E apesar da forma como foi conduzida a ação, com falta de educação e descortesia com as atletas, eu assumo que eu errei", disse Tchelo, em nota.

O Cruzeiro espera que o episódio tenha servido de aprendizado para o treinador: "Uma instituição da grandeza do Cruzeiro entende que é importante buscar o equilíbrio, dar oportunidades para as pessoas e ser justa. Como consequência deste episódio, o treinador receberá uma advertência administrativa, e o Clube espera que o ocorrido possa trazer um importante aprendizado para todos que o vivenciaram".

Entenda o caso


Conforme boletim de ocorrência que a reportagem teve acesso, Tchelo se desentendeu com uma fiscal da prefeitura no Estádio Municipal Antônio Moreira Duarte, o Curumim, na sexta-feira (12/3).

A mulher tentava impedir a aglomeração de pessoas no local, causada pelas atletas do Cruzeiro, segundo o documento gerado pela Polícia Militar. Muitas das jogadoras estavam sem máscara, de acordo com a PM.

Em meio à fiscalização, Tchelo disse à PM que um auxiliar o contou que a fiscal havia sido mal educada com as jogadoras. “Sai, sai sai”, teria dito a mulher.

Após o bate-boca, a PM foi acionada. Em determinado momento, Tchelo disse, conforme o BO, para a fiscal: “Pega essa sua caneta e enfia na sua lomba”.

Depois dos dizeres, o técnico do Cruzeiro se dirigiu à fiscal e se envolveu em um empurra-empurra com outros dois agentes da prefeitura local.

"Nesse momento, quatro homens seguraram-no impedindo-o de agredi-la", informa o boletim de ocorrência da PM.

Diante do ocorrido, os militares prenderam o técnico do Cruzeiro pela acusação de desacato. Ele foi conduzido à 1ª Delegacia da Polícia Civil em Juatuba.

Na delegacia, Marcelo Frigério assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal em Mateus Leme, também na Grande BH, e foi liberado.


Nota do Cruzeiro


O Cruzeiro Esporte Clube vem apurando e acompanhando os desdobramentos do episódio, e nesta terça-feira o treinador Marcelo Frigério fez um pedido público de desculpas à fiscal e a todos os envolvidos, em suas redes sociais. Tchelo destacou que errou, ao ficar nervoso e se exaltar em uma discussão com um homem que estava no local, e que ele deveria dar exemplo para as atletas.

Uma instituição da grandeza do Cruzeiro entende que é importante buscar o equilíbrio, dar oportunidades para as pessoas e ser justa. Como consequência deste episódio, o treinador receberá uma advertência administrativa, e o Clube espera que o ocorrido possa trazer um importante aprendizado para todos que o vivenciaram.



Pedido de desculpas de Marcelo Frigério


Hoje eu quero pedir desculpas. Na sexta-feira, a nossa equipe estava treinando em Juatuba, quando chegaram agentes de fiscalização, para evitar aglomeração. E apesar da forma como foi conduzida a ação, com falta de educação e descortesia com as atletas, eu assumo que eu errei. Eu me excedi, fiquei nervoso naquele momento, com toda a situação. Não tive a cabeça fria o suficiente e usei palavras de baixo calão, ao me dirigir ao responsável pelo campo, que discutia comigo. E as palavras que usei foram interpretadas como se fossem para a fiscal feminina que ali estava. Como educador e líder das meninas, eu não fui o exemplo naquele momento. Justamente eu, profissional que lida diretamente com atletas mulheres, que atuo no futebol feminino há mais de 23 anos, que sei da importância da luta delas, por tanta coisa. Eu pedi desculpas na hora, e peço novamente sinceras desculpas à fiscal que estava lá, pelo descontrole e a forma como falei. Peço desculpas também a todos os envolvidos neste lamentável episódio, à minha equipe, e também ao Cruzeiro.