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Grupo de empresários milionários cogita pacto para ajudar o Cruzeiro

Empresários estariam à disposição para solucionar problemas do clube, desde que sejam procurados pelo presidente Sérgio Rodrigues

postado em 14/06/2021 23:00 / atualizado em 15/06/2021 21:20

(Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
Um grupo de empresários milionários tem discutido meios de ajudar o Cruzeiro a solucionar seus principais problemas, como atrasos salariais, investimentos em reforços e pendências com credores. Formado por cruzeirenses bem-sucedidos, esse colegiado cogita uma aproximação da atual gestão do clube, mas quer uma sinalização do presidente Sérgio Santos Rodrigues de que está disposto a ser flexível na tomada de decisões.

O projeto é capitaneado pelo empresário Aquiles Diniz.

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A participação dos empresários estaria atrelada à transformação do Cruzeiro em clube-empresa. O projeto de lei que trata do tema foi aprovado no Senado no dia 10 de junho e agora vai passar por apreciação na Câmara dos Deputados. Só depois poderá ser sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Os empresários vislumbram, como contrapartida para eventual injeção financeira no clube, participação em decisões. Foi o que informou o jornalista Jaeci Carvalho, colunista do Estado de Minas, em seu blog nos portais Uai e Superesportes.



O grupo aguarda um chamado de Sérgio Rodrigues para discutir essa pauta. O presidente já ressaltou em diversas oportunidades o desejo de cumprir o seu mandato no clube até dezembro de 2023.


Em postagem no blog nessa segunda-feira (assista acima), Jaeci Carvalho citou nove nomes de empresários que estariam dispostos a investir no Cruzeiro: Pietro Sportelli, Eugênio Mattar, José Aloísio Teixeira, Paulo Guimarães, Regis Campos, Pedro Lourenço, Aquiles Diniz, Alex Veiga e Sandro Gonzalez.

Em áudio que circula nesta terça-feira nas redes sociais, Regis Campos, da Emccamp, disse que, no momento, não cogita fazer aportes na instituição. Para ele, a única solução é o Cruzeiro se transformar em clube-empresa para receber investimentos. Campos já patrocinou o clube em 2020.

Dessa lista, Pedro Lourenço tem histórico de contribuições financeiras ao Cruzeiro, seja para colocar a folha de pagamento em dia ou investir em contratações. O conselheiro patrocina o clube por meio do Supermercados BH.

Outros da lista que já fizeram parceria com o clube são Pietro Sportelli, da Aethra Componentes Automotivos; e Paulo Guimarães, do banco BS2 (antigo Bonsucesso). Já Sandro Gonzalez ocupou a função de CEO do Cruzeiro entre fevereiro de 2020 e abril de 2021.


Afastamento

(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Ao mesmo tempo em que se mantém disposto a auxiliar o Cruzeiro, Pedro Lourenço se afastou do presidente Sérgio Santos Rodrigues. Nesta segunda-feira, o jornalista Emanuel Carneiro, da Rádio Itatiaia, contou no programa Turma do Bate-Bola os bastidores de uma conversa que teve com o empresário.

Segundo Carneiro, Pedro Lourenço disse a Sérgio que o clube precisaria de um técnico mais experiente para a Série B, como Vanderlei Luxemburgo ou Dorival Júnior, além de Alexandre Mattos na função de diretor. O magnata também apontou a necessidade de buscar seis reforços.

Por sua vez, Sérgio Rodrigues se mostrou satisfeito com o trabalho de Felipe Conceição e ressaltou a procura por apenas três contratações. No fim das contas, o treinador acabou demitido após começar a segunda divisão do Brasileiro com duas derrotas - Confiança (3 a 1) e CRB (4 a 3) - e cair na terceira fase da Copa do Brasil diante do Juazeirense.

Pedrinho também não teria sido consultado pela direção nas negociações com o diretor executivo Rodrigo Pastana e o técnico Mozart.

Em suas redes sociais, o jornalista Jorge Nicola relatou o conteúdo de uma conversa com Lourenço, que criticou a forma como Rodrigues conduz o departamento de futebol. “É verdade que eu rompi. Não concordo com a filosofia de trabalho dele. Ele não ouve ninguém”.


Dívida


Em seu balanço financeiro, o Cruzeiro informou ter fechado 2020 com déficit de R$226,5 milhões e uma dívida geral (somando prejuízos de exercícios anteriores) de R$897 milhões. Por causa da queda à Série B, o clube faturou menos de R$120 milhões - 57% a menos que os R$280 milhões de 2019.

Como não obteve o retorno à elite nacional, a Raposa tende a contabilizar um faturamento muito inferior às despesas em 2021, o que pode comprometer ainda mais as já combalidas finanças. Assim, a participação desses empresários em compromissos emergenciais seria fundamental para viabilizar a recuperação econômica em médio a longo prazo.

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