Presidente do Cruzeiro minimiza protestos da torcida e descarta renúncia

Sérgio indicou que ato na porta da Toca da Raposa II, em junho, foi político

07/07/2021 22:22 / atualizado em 07/07/2021 23:44
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Presidente do Cruzeiro garantiu que não renunciará ao cargo
foto: Reprodução/Youtube/Cruzeiro

Presidente do Cruzeiro garantiu que não renunciará ao cargo

Em meio à crise do Cruzeiro, o presidente Sérgio Santos Rodrigues voltou a conceder entrevista coletiva após longo período. Nesta terça-feira, dentre vários outros assuntos, ele descartou renunciar ao cargo, mesmo que o clube permaneça por mais uma temporada na Série B do Campeonato Brasileiro. 

O mandatário ainda minimizou o protesto da torcida do Cruzeiro realizado no mês passado. Sérgio apontou que a manifestação de 12 de junho, que reuniu centenas de pessoas na porta da Toca da Raposa II, foi política. 

"Não, de forma alguma. Não condiciono (permanência ao acesso à Série A). Quero dizer que estou absolutamente tranquilo, e no que me couber, enquanto puder, se o Conselho quiser e a torcida entender, eu vou cumprir até o fim de 2023 pelo menos, que é até o fim", garantiu o presidente.

"Sobre rejeição e protestos, acho muito curioso falar de protesto relevante. É bastante gente, mas é protesto com trio elétrico, que dá briga, que a gente fica sabendo que tem ônibus liberado. A gente sabe o cunho que tem por trás desse tipo de protesto. E sobre rede social, sou um crítico de forma geral, não só por causa do futebol, mas de política e do ambiente de ódio que se criou em rede social", complementou.

Para Sérgio, as críticas ao seu trabalho acontecem apenas em função do baixo rendimento do Cruzeiro em campo. Desde que iniciou a trajetória na Série B, em 2020, o time celeste ainda não conseguiu superar a 10ª colocação da tabela. Desta forma, em nenhum momento chegou a brigar, de fato, pelo acesso à elite do futebol brasileiro.

"Quando ganha, passei por isso no último ano, há momentos de extrema euforia, assim como há momentos de extrema rejeição que estou vivendo agora. Vamos continuar trabalhando bastante de cabeça erguida, agradecendo muito àqueles que reconhecem o que estamos fazendo e nos ajuda, seja convocando sócios ou promovendo as ações que a gente faz", finalizou.

Veja abaixo, na íntegra, a resposta de Sérgio Rodrigues para o questionamento sobre possível renúncia ao mandato:

"Não, de forma alguma. Não condiciono (permanência ao acesso) à Série A. Quero dizer que estou absolutamente tranquilo, e no que me couber, enquanto puder, se o Conselho quiser e a torcida entender, eu vou cumprir até o fim de 2023 pelo menos, que é até o fim. São vários trabalhos que estão sendo feitos, como no lado financeiro, no administrativo e no jurídico, que apresentaram melhoras.

Sobre rejeição e protestos, acho muito curioso falar protesto relevante. É bastante gente, mas é protesto com trio elétrico, que dá briga, que a gente fica sabendo que tem ônibus liberado. A gente sabe o cunho que tem por trás desse tipo de protesto. 

E sobre rede social, sou um crítico de forma geral, não só por causa de futebol, mas de política e do ambiente de ódio que se criou em rede social. Às vezes incomoda as pessoas quando eu falo isso, na própria reunião que me gravaram - e quem gravou devia colocar essa parte -, eles (protestos) não refletem nossos 9 milhões de torcedores. Acompanho o Cruzeiro em todo lugar, tem muita crítica sim, muita cobrança, mas muitas pessoas que reconhecem o trabalho que está sendo feito. Os lugares em que fui, nos redutos, fomos bem recebidos. Depois já tivemos críticas sim por parte dessas pessoas com as quais continuo conversando. Ando de forma muito tranquila na rua e de cabeça erguida por isso. 

Uma coisa que você pode ter certeza que não vão falar é que fiz o que fizeram aqui antes. É o que eu pergunto ao pessoal: vocês preferem que roubem e afundem o Cruzeiro para ter um desempenho desportivo ou faça um trabalho com serenidade e calma para conduzir o Cruzeiro a uma reconstrução sustentável? Meu trabalho é esse, até porque essa rejeição reflete o momento de campo. Quando ganha, passei por isso no último ano, há momentos de extrema euforia, assim como há momentos de extrema rejeição que estou vivendo agora. Vamos continuar trabalhando bastante de cabeça erguida, agradecendo muito àqueles que reconhecem o que estamos fazendo e nos ajuda, seja convocando sócios ou promovendo as ações que a gente faz. 

Que não caiam na pilha de rede social, onde a grande maioria se esconde atrás do teclado e não tem coragem de encarar um diálogo justo, honesto e cara a cara para discutirmos ideias, gestão, etc. Fico muito tranquilo porque a gente caminha em um sentido bom em relação a isso. Me incomoda muito quando alguém vem falar que não estamos fazendo uma boa gestão quando vem o estudo do Itaú BBA elogiar a nossa gestão. Entre uma pessoa que nunca geriu nada e o Itaú, prefiro ficar com a opinião do Itaú, porque ele sabe que é um trabalho em longo prazo. A gente acredita que quando especialistas falam isso, quando o Capelo fala que no âmbito da transparência o clube está fazendo grandes avanços, eu acredito sim que estamos no caminho certo. Falta melhorar a parte esportiva, vamos trabalhar para melhorar".

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