Cruzeiro: dirigente comenta planos para pagar salários e nega 'corpo mole'

Presidente Sérgio Santos Rodrigues explicou o que pretende fazer para colocar a folha em dia e descartou falta de entrega dos jogadores

08/07/2021 09:30 / atualizado em 08/07/2021 10:47
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Sérgio diz que busca
foto: Igor Sales/Cruzeiro

Sérgio diz que busca "todos os dias novas ações" para acertar os débitos



O presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, revelou os planos para colocar os salários dos funcionários em dia. Em crise financeira, o clube tem tido dificuldade de acertar as contas básicas. O dirigente disse que a situação é incômoda e destacou que busca "todos os dias novas ações" para acertar os débitos. Sérgio ainda descartou 'corpo mole' dos jogadores em campo.

"É óbvio que é uma coisa que me incomoda. No fim das contas, os colaboradores que dão a vida pela gente acabam olhando para mim como responsável por isso. Me incomoda demais, a gente busca todos os dias novas ações, hoje a gente anunciou um patrocínio apalavrado, temos o token, temos imóveis que podem ser vendidos nos próximos meses, temos várias frentes que a gente ataca para resolver", afirmou.

Sérgio Rodrigues disse que não há 'corpo mole' dos jogadores em função do não pagamento dos salários pela diretoria. O dirigente ainda elogiou o grupo celeste.

"Quero enaltecer muito o nosso grupo e dizer que jamais o torcedor pode imaginar que vai haver uma 'não entrega', que vai haver um chamado 'corpo mole' por parte dos nossos atletas em razão disso, pelo contrário. Eu estou praticamente todo dia lá na Toca da Raposa, eu viajo com o elenco, neste ano eu só não fui em uma viagem, praticamente todas as outras eu estive presente. E se tem uma coisa que não tem no elenco é isso (corpo mole). Tem muita entrega sim, muita dedicação e eu enalteço muito este grupo pela entrega que eles buscam fazer o tempo inteiro e em nenhum momento atrelar a questão esportiva ao salário", disse.

Além de jogadores da base e do profissional, o clube não tem pagado em dia os vencimentos dos profissionais do setor administrativo, que trabalham no prédio da WeWork, já que a sede do Barro Preto foi desocupada. Quem trabalha na Toca I e Toca II também tem sofrido. Desde janeiro, alguns jogadores estão ajudando funcionários do clube que têm salários baixos e não recebem em dia.

Falta de energia


Na última segunda-feira (5), os funcionários do Cruzeiro ficaram surpresos ao constatarem que não havia energia elétrica em alguns setores da Toca da Raposa I. Em contato com a reportagem, o Cruzeiro disse que houve uma "manutenção não programada" da rede elétrica. Posteriormente, em nota oficial, o clube admitiu um débito em aberto com a Cemig, porém ressaltou que o corte da luz ocorreu a partir de uma "ordem interna equivocada".
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