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Expulso, Mozart critica arbitragem de Botafogo x Cruzeiro: 'Péssima'

Técnico não concordou com marcações do árbitro Rodolpho Toski Marques

10/07/2021 19:39 / atualizado em 11/07/2021 10:05
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Mozart tomou cartão vermelho neste sábado
foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Mozart tomou cartão vermelho neste sábado

O técnico Mozart Santos criticou a atuação do árbitro Rodolpho Toski Marques na partida entre Cruzeiro e Botafogo, que terminou empatada por 3 a 3, neste sábado, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 11ª rodada da Série B. O comandante não chegou a se queixar dos pênaltis assinalados a favor do adversário, porém apontou equívocos em lances de faltas, escanteios e laterais, além de considerar alguns cartões amarelos injustos.


“Eu, particularmente, não gosto de citar arbitragem, não é meu perfil. Mas hoje confesso que ela teve uma influência direta no resultado. Eu não falo nem nos episódios dos pênaltis, mas de um contexto geral do jogo. Inversão de faltas, escanteio que era saída de bola nossa vira escanteio deles, a minha própria expulsão, que era um lateral nosso e foi invertido. Então, assim, o Rodolpho teve influência total no resultado”, disse Mozart, que classificou o desempenho de Rodolpho Toski como péssimo.

“Alguns cartões eu coloco na conta do árbitro. Ele teve papel crucial para esse empate. É inversão de falta, é um cartão que não precisava ter dado, um tiro de meta nosso que vira escanteio para o adversário. Na minha opinião, esses pequenos erros foram fundamentais para o empate. A arbitragem foi péssima na minha opinião”.

Mozart recebeu cartão vermelho aos 11 minutos do segundo tempo, pouco depois de o Cruzeiro fazer o primeiro gol. Na ocasião, o treinador questionou a inversão de um arremesso lateral. “Quando o árbitro aparece demais, tem alguma coisa errada. Os protagonistas do jogo são os jogadores, e não o árbitro. O meu questionamento é esse”.

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Segundo o SofaScore, Botafogo e Cruzeiro terminaram o duelo rigorosamente empatados em finalizações - 14 cada, sendo cinco em direção ao gol. Em escanteios, a Raposa levou vantagem: 10 a 6. Na posse de bola, o Fogão obteve ligeiro domínio - 52% a 48% -, bem como no número de passes certos: 384 a 349.

Em meio ao equilíbrio nas estatísticas, Mozart considerou que o Cruzeiro teve um comportamento bastante positivo, principalmente no segundo tempo, e merecia somar três pontos. O Botafogo só alcançou a igualdade aos 47 minutos da etapa complementar, em pênalti convertido por Chay, que também assinalou os outros dois gols.


“Um empate bem amargo, porque nós merecíamos ganhar. Sou bem crítico em relação ao desempenho do time, que é minha responsabilidade. E o desempenho coletivo foi muito bom, porque conseguimos empatar e virar. Tomamos um gol aos 47 do segundo tempo, foi bem amargo”.

O resultado no Rio fez o Cruzeiro permanecer na parte de baixo da classificação, em 13º lugar, com 11 pontos em 11 rodadas. O elenco terá quase uma semana de preparação visando ao duelo contra o Avaí, às 16h30 de sábado (17), no Mineirão. Nessa partida, Mozart cumprirá suspensão em razão da expulsão diante do Botafogo.

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