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JUSTIÇA

Ministério da Justiça italiano pedirá que Robinho cumpra pena no Brasil

Jogador foi condenado em última instância pela justiça italiana por conta de uma agressão sexual cometida contra uma mulher albanesa, em 2013

postado em 20/01/2022 17:56 / atualizado em 20/01/2022 18:27

(Foto: OLIVIER MORIN / AFP)

O diretor-geral de relações internacionais e cooperação judiciária do Ministério da Justiça italiano, Stefano Opilio, afirmou nesta quinta-feira que o órgão estrangeiro irá pedir que Robinho cumpra a sua pena no Brasil caso ele não possa ser extraditado.
 
 

O jogador foi condenado em última instância pela justiça italiana por conta de uma agressão sexual cometida contra uma mulher albanesa, em 2013. Sua condenação e a de seu amigo Ricardo Falco, que também estava envolvido, é de nove anos.
 
 
"Não se trata de Robinho, um jogador conhecido. Essa é uma atividade cotidiana, que fazemos centenas de vezes por dia. São muitos casos como o dele. No caso da impossibilidade da extradição, vamos pedir a execução da pena no Brasil", disse o diretor ao Globo Esporte.

A sentença é definitiva e não cabe mais recurso. Acontece que a Constituição de 1988 proíbe a extradição de brasileiros. Sendo assim, a dupla poderá cumprir sua pena em uma penitenciária brasileira.

A Itália, portanto, deve pedir a transferência de execução de pena à justiça brasileira e aguarda que o Supremo Tribunal da Justiça faça a homologação da sentença estrangeira. Não existe um prazo para esse trâmite ser concluído.

Quando interrogado sobre o ocorrido, Robinho sempre negou as acusações de violência sexual, apesar de admitir que se envolveu com a vítima. O atacante chegou a ser contratado pelo Santos em 2020, mas devido à forte repercussão do caso, seu contrato foi suspenso.

Relembre o caso

Em janeiro de 2013, em uma boate em Milão, Robinho, Falco e outros quatro brasileiros foram denunciados por violência sexual contra uma mulher albanesa, de 23 anos na época.

O caso contra os outros quatro brasileiros está suspenso, mas pode ser reaberto devido a condenação de Robinho e Falco. Durante as investigações, os envolvidos não estavam na Itália e, por tanto, não foram processados.

Em 2020, o GE teve acesso a áudios de Robinho e seus amigos fazendo pouco caso com a vítima. A divulgação dos áudios foram, inclusive, determinante para que o Santos suspendesse o contrato com o jogador de 37 anos.

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