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Em fases opostas, São Paulo e Corinthians fazem clássico no Morumbi

Equipes paulistas se enfrentam nesta segunda-feira, às 20h, no encerramento da 27ª rodada do Brasileiro

18/10/2021 06:00 / atualizado em 18/10/2021 08:41
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Rogério Ceni iniciou sua segunda passagem como treinador do São Paulo com um empate diante do Ceará
foto: Juan Mabromata/AFP

Rogério Ceni iniciou sua segunda passagem como treinador do São Paulo com um empate diante do Ceará

São Paulo e Corinthians se enfrentam nesta segunda-feira, às 20h, no Morumbi, em estágios diferentes de trabalho de seus treinadores. O duelo que reúne Rogério Ceni e Sylvinho, dois técnicos com identificação com os clubes que treinam e nos quais jogaram, opõe um Corinthians mais ajustado diante de um São Paulo em busca de uma nova cara com o retorno do ex-goleiro no lugar de Hernán Crespo. O clássico encerra a 27ª rodada do Brasileiro.

Antes de começar o campeonato, pelo desempenho no estadual e qualidade do grupo, o São Paulo era apontado como candidato a brigar pelas primeiras posições e o Corinthians, a lutar contra o rebaixamento. A previsão não se confirmou e a realidade é oposta do que havia sido projetado.

O time tricolor soma 31 pontos, vem de seis empates seguidos, marca negativa que jamais havia alcançado em sua história, e flerta com o perigo da queda. Embora tenha perdido a invencibilidade de 10 jogos, a equipe alvinegra se encaixou com o quarteto de reforços e está perto do G-4, com 40 pontos.

O São Paulo não perde para o Corinthians no Morumbi há sete partidas. São quatro vitórias e três empates neste período. Na última vez que saiu de sua casa derrotado pelo rival alvinegro, Ceni era o treinador. Foi a semifinal do Campeonato Paulista de 2017, vencida pelo Corinthians por 2 a 0. O jogo ficou marcado pelo episódio do Fair Play envolvendo Rodrigo Caio.

Identificação com as equipes


Os trabalhos de Ceni e Sylvinho estão em etapas diferentes, mas os dois têm um objetivo em comum: ser bem-sucedido no comando dos times com os quais se identificam.

Goleiro de raro talento com os pés, Ceni defendeu o clube tricolor em 1.237 partidas. Dedicou toda a sua carreira a uma única agremiação, é ídolo máximo do time do Morumbi e ostenta uma série de recordes.

Lateral-esquerdo de boa técnica e que fez carreira na Europa, Sylvinho, cria do terrão, disputou 269 partidas pelo time alvinegro.

O contexto atual faz Rogério Ceni reconhecer que o favoritismo está do outro lado: "É um clássico, um Corinthians bem mais ajeitado, com reforços, que vem causando dificuldades para os adversários. Vamos tentar encontrar uma maneira de vencer o Corinthians. Temos que pensar em subir e fazer pontos".

O ex-goleiro iniciou com empate diante do Ceará sua segunda passagem como técnico pelo clube do qual é ídolo.

O time mostrou maior repertório ofensivo, mas falhou nas finalizações e se expôs demais. O desafio de Ceni é dar equilíbrio à equipe anteriormente treinada por Crespo. Os dois técnicos se encontraram no CT da Barra Funda e posaram para foto juntos na última sexta. Na ocasião, o argentino e sua comissão técnica se despediram do elenco são-paulino.

Já Sylvinho entende que o momento de cada um, bom ou ruim, não entra em campo. "Indifere a situação do adversário. É clássico, jogo de muita rivalidade, disputado, não estão em jogo objetivos ou momentos de um ou outro. Está em jogo 90 minutos, um clássico, camisa, rivalidade. Jogo duro. Os dois terão suas estratégias, tem muita qualidade dos dois lados e é isso que esperamos e projetamos para segunda-feira", observou.

Mudanças na escalação


Ceni não terá seu capitão, Miranda, suspenso pelo acúmulo de amarelos, mas conta com o retorno de Arboleda. O defensor está de volta após servir a seleção equatoriana nas Eliminatórias e retoma seu lugar na zaga ao lado de Léo. A escalação deve ser muito parecida com a que escolheu para seu primeiro jogo diante do Ceará.

É possível que o treinador abra mão de um sistema tão ofensivo como usou contra os cearenses, com apenas Liziero como volante de marcação e Igor Gomes, Gabriel Sara e Benítez na armação das jogadas. No ataque, é certo que permanecem Luciano e Calleri, dois dos principais jogadores do elenco.

Sylvinho tem desfalques importantes também. O comandante corintiano não pode escalar Fagner, suspenso, e Willian, lesionado. Na lateral direita, é provável que use o jovem Du Queiroz, elogiado pelo treinador por sua versatilidade.

Para a vaga de Willian, que ficará até cinco semanas afastado dos gramados, as opções são Gustavo Mosquito, Adson e Jô. Mosquito foi o escolhido para entrar no lugar do meio-campista quando este sofreu a lesão nos primeiros minutos do duelo com o Fluminense. Por isso, é o mais cotado para jogar. O meia Roni segue em recuperação de entorse ligamentar do joelho direito.
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