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Com o adiamento da Olimpíada e sem competições, atletas treinam em casa

Brasileiros se viram para fazer exercícios durante quarentena

postado em 31/03/2020 22:31

(Foto: Reprodução/Instagram)
Os atletas das seleções brasileiras vinham diariamente se dedicando para a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Porém, devido à pandemia do coronavírus, o evento foi adiado para 2021. Agora, sem previsão de competições, eles vêm treinando em suas casas para manter a forma.

Os judocas Ketleyn Quadros, do SOGIPA, e Rafael Buzacarini, do Paineiras, realizam seus treinos com a ajuda de familiares. “Estamos em casa, como recomendado. Conseguimos uns tatames e fazemos a parte física com recomendação do nosso preparador, além do preventivo. No meu caso e do Alex (Pombo, seu noivo, atleta olímpico em 2016 e também judoca da SOGIPA), como moramos juntos, podemos fazer treino técnico também, com contato”, afirmou a medalhista olímpica de 2008.

“Estou treinando com a ajuda da minha esposa. Estamos fazendo alguns exercícios e corridas na quadra. Lutar eu não consigo. Tentei colocar o quimono nela, mas ela não faz judô. Então, fica ruim”, destacou o atleta que participou dos Jogos Olímpicos de 2016.

Já Phelipe Pelim e Rafael Macedo, judocas de Pinheiros e SOGIPA, nessa ordem, disseram que focam em manter a parte física. “Estou treinando em casa mesmo, adaptando treinos de puxada no elástico e fazendo a parte física, como abdome, flexão de braços e barra com quimono. Estou buscando sair à rua o mínimo possível, até esse surto passar”, declarou Phelipe.

“Estou fazendo treinos físicos e exercícios com o peso do corpo mesmo, para manter meu corpo ativo. Nada muito específico, por falta de material. É bom também para manter a mente ativa e conseguir ficar tranquilo dentro de casa, sem ansiedade”, ressaltou Rafael.

Betina Lorscheitter, maratonista aquática do Corinthians, falou sobre sua nova rotina de treinos. “Organizei junto com a comissão técnica do Corinthians uma rotina de treinos com aeróbio, força e alongamento em casa. É difícil ficar distante das piscinas, mas temos que nos adaptar e trabalhar com o que temos no momento”.

Também maratonista aquático, mas da equipe UNISANTA, Victor Colonese afirmou fazer atividades adaptadas e destacou as dificuldades para treinar em casa. “Eu fiz uma semana de parada total. Aproveitei para organizar outras coisas. Agora estou retomando a atividade física, que o meu preparador me passou. A gente está fazendo um trabalho adaptado, mas com peso corporal, para manter a condição física e a força”.

É bem complicada a situação. A gente tem bastante limitação em casa. Eu moro em um apartamento pequeno. O prédio bloqueou o uso das áreas comuns, então é tudo feito em casa. Vamos fazer uma crescente nesses dias”, completou.

Tammy Galera e Ian Matos, saltadores ornamentais do Instituto Pró-Brasil e Fluminense, respectivamente, ressaltaram que estão realizando apenas treinos físicos. “Estou treinando só a parte física. Também faço meditação, treinos de respiração e mentalização dos saltos. É difícil de chegar próximo do que eu tinha no Parque Aquático Maria Lenk, como cama elástica e trampolim no seco”, disse a atleta que participou das Olimpíadas de 2016.

“Aqui não tem muito o que fazer. Os preparadores físicos do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) passaram um treino para ser feito em casa mesmo, com o que tenho aqui. Como nunca treinei em casa, não tenho pesos ou elásticos. Estou me virando como posso e treinando só a parte física. A parte técnica está quase 100% parada. O máximo que consigo fazer são imitações da técnica dos saltos”, declarou o saltador do clube carioca.

Já a também saltadora ornamental do Instituto Pró-Brasil, Luana Lira, diferentemente de Ian, disse que consegue realizar exercícios de técnica mesmo sem material. “Estou treinando com os treinos que o técnico passa. Já é a segunda semana, e está indo tudo bem. Estou sem material, mas dá para fazer muitos exercícios de técnica dos saltos”.