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Apesar do coronavírus, Maratona de Xangai reúne quase 9.000 participantes

Para participar na maratona de Xangai, os atletas foram obrigados a passar por um teste de detecção de COVID-19

postado em 29/11/2020 13:35

(Foto: STR / AFP)

Quase 9.000 corredores participaram neste domingo da maratona internacional de Xangai, de acordo com a imprensa chinesas, apesar da pandemia de COVID-19.

Este ano, as famosas maratonas de Nova York, Berlim, Boston e Chicago foram canceladas. Os eventos de Londres e Tóquio foram reservados para atletas profissionais.

A Corrida Internacional de São Silvestre, que seria realizada em 31 de dezembro de 2020, adiou a 96.a edição, para o dia 11 de julho de 2021.

Para participar na maratona de Xangai, os atletas foram obrigados a passar por um teste de detecção de COVID-19, além do uso de máscara antes de largada e imediatamente após a chegada. Alguns utilizaram a peça durante todo o evento.

Além disso, o número de participantes foi limitado (em relação aos 38.000 que se inscreveram em 2019) e as autoridades solicitaram que a população não acompanhasse a prova nas ruas.

A China, onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez no fim de 2019, controlou em grande parte a doença há alguns meses com uma série de medidas: testes, confinamento, quarentenas e controle de deslocamentos. A vida praticamente voltou ao normal, exceto por alguns focos.

No início do mês, no entanto, foram detectados vários casos locais de contágio em Xangai, a capital econômica da China, que tem 24 milhões de habitantes.

Também neste domingo foi disputada na Índia a meia maratona de Nova Délhi, onde vários atletas enfrentaram a ameaça do coronavírus e o elevado nível de poluição.

No total, 47 atletas profissionais percorreram os 21 quilômetros da prova masculina e feminina.

Entre quarta-feira e domingo, milhares de corredores amadores percorreram um trajeto que escolheram para evitar a aglomeração no dia oficial da prova.

Neste domingo, durante o percurso foram usados produtos químicos para minimizar os efeitos da nuvem tóxica que cobre o céu da cidade.

O índice de qualidade de ar era de 244 microgramas por metro cúbico, um nível considerado ruim pelo Conselho Central do Controle da Poluição (CPCB).

Na semana passada, vários médicos afirmaram que seria um "suicídio" para os atletas participar na competição devido à poluição.

O etíope Amdework Walelegn venceu a prova masculina com o tempo de 58 minutos e 53 segundos, novo recorde da prova.

A etíope Yalemzerf Yehualaw venceu a disputa feminina com o tempo de 1 hora, 4 minutos e 46 segundos, também um novo recorde.