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CHAPECÓ

Adeptos fazem abraço coletivo na Arena Condá em horário que aconteceria jogo contra o Atlético

Dezenas de pessoas deram as mãos, cantaram e fizeram orações no local

postado em 04/12/2016 18:22 / atualizado em 04/12/2016 18:37

Leandro Couri/EM/D.A Press

Rodrigo Fonseca
Enviado especial a Chapecó

Mais um dia de homenagens em Chapecó às vítimas do acidente aéreo que tirou a vida de 71 pessoas que integravam a delegação da Chapecoense na madrugada de terça-feira, quando o avião da LaMia caiu próximo a Medellín, onde o clube disputaria a final da Copa Sul-Americana. Na Arena Condá, torcedores fizeram um abraço coletivo no estádio.

Às 17 horas, no mesmo horário em que se enfrentariam a Chape e o Atlético, pela rodada final do Campeonato Brasileiro, os torcedores deram as mãos e prestaram mais um tributo aos jogadores, dirigentes, funcionários e jornalistas mortos no desastre. (por causa da tragédia, toda a rodada foi adiada para o próximo domingo. O Galo já informou à Confederação Brasileira de Futebol que não vai encarar a Chapecoense em respeito às vítimas).

Entre os presentes, uma mineira de Belo Horizonte. Integrante de uma torcida organizada do Cruzeiro, a psicóloga Ana Cristina Soares, de 26 anos, levou seu apoio:

"Eu vim pela causa, a gente que é de organizada sente pelo amor que temos ao nosso clube. Como psicólogo eu vejo o sofrimento das pessoas. Nada mais justo eu vir aqui dar apoio. Pelas redes sociais, fiquei conhecendo o pessoal da Torcida Jovem da Chapecoense. As pessoas aqui são muito receptivas, mas estão muito abalados. Eu sei que nada nesse momento é capaz de tirar essa dor, mas eu trouxe uma palavra de conforto", disse.

Eram crianças, jovens, adultos e idosos lado a lado para manter viva a memória de quem fez a Chapecoense brilhar. "Sou vizinha da Arena Condá. Agora era a hora do jogo. Eu estava em casa, às vezes, vendo televisão, e reclamava da barulheira em dias de jogos. Hoje eu queria estar ouvindo a maior barulheira aqui, mas não vamos ouvir tão cedo, porque essa Chapecoense, que se construiu em tão pouco tempo, vai demorar a voltar. Teremos de ter união de todos, de todas as idades. Isso aqui pegou todas as gerações, do bebê até a terceira idade, como meu caso", disse Solete Luvisa, de 65 anos.

Após o abraço na Arena Condá, os torcedores cantaram músicas exaltando a Chapecoense e fizeram uma oração pelas vítimas do acidente aéreo.

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