Falamos com DJ que fez Douglas dançar Pabllo e já embalou 2 ouros do Brasil

Playlist do austríaco Stari chamou a atenção da internet brasileira durante a vitória sobre a Tunísia, na madrugada deste sábado

24/07/2021 06:38 / atualizado em 29/07/2021 17:26
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Douglas Souza saltava no aquecimento quando as caixas de som da Arena Arike, em Tóquio, começaram a tocar algo muito familiar: "Zap zum, zum, zum, no cometa eu vou nem que seja de carona pra te dar amor". A música ZAP ZUM da cantora Pabllo Vittar empolgou o ponta queridinho da internet brasileira, que ensaiou uns passos de dança. Nas redes sociais, a agitação pela escolha da canção - executada antes da vitória do Brasil no vôlei por 3 sets a 0 sobre a Tunísia, na madrugada deste sábado - foi parecida. Mas quem é o responsável pela playlist?


DJ Stari, o Michael Staribacher, nasceu em Viena, na Áustria, mas é um apaixonado pela música brasileira. "Gosto de clássicos, como Ivete Sangalo e Jorge Ben Jor. Anitta é um fenômeno mundial, é muito bem-sucedida, então sempre é parte da minha playlist. Eu também gosto de sertanejo, porque é um tipo de música muito positiva, típica do Brasil. Então, por exemplo, Barões da Pisadinha... Eu gosto da música deles", disse o músico, em entrevista ao Superesportes.

"Eu gosto de tocar brega funk no momento, porque está fazendo muito sucesso. E eu gosto de alguns clássicos do rock brasileiro, como as bandas do começo do Rock In Rio. Eu amo a música brasileira", prosseguiu o DJ que, até aqui, tem agradado os fãs de vôlei e os jogadores do Brasil.

"Ele tocou muita Pabllo... Inclusive, quero agradecê-lo. Para mim, é o hit da Olimpíada. Se você entrar no meu Instagram, vai ouvir muito essa música (ZAP ZUM)", brincou Douglas Souza, segundo maior pontuador do Brasil contra a Tunísia ao lado do mineiro Lucarelli, ambos com dez pontos. Os dois só ficaram atrás de Wallace (13).
Enquanto esteve na reserva, Douglas era o mais animado com as músicas escolhidas por Stari. A playlist teve desde clássicos como Ivete Sangalo e Legião Urbana a novos hits de Barões da Pisadinha. "Para ser sincero, não acho que atrapalha e nem motiva (a música), porque quando a gente está na quadra, a gente está muito focado no que está fazendo. É só uma trilha sonora ao fundo", disse.

"Mas é ótimo, porque vai divulgando a música do Brasil para o mundo, a gente precisa disso. É muito legal. Mas não acho que atrapalhe ou motive. Só quando estou fora, porque aí fico ali dançando e é bom que dá uma aquecida", prosseguiu, aos risos.

Mais do que gostar das nossas canções e agradar quem participa dos jogos, Stari é como um talismã para o Brasil. Foi ele, por exemplo, o responsável pela trilha sonora da Liga das Nações, disputada em junho, em Rimini, na Itália. A seleção foi campeã no masculino e vice no feminino.

Nos Jogos Olímpicos, as lembranças também são boas. Stari esteve em três edições anteriores - Atenas (2004), Pequim (2008) e Rio de Janeiro (2016) - e embalou dois ouros brasileiros. Na Grécia, acompanhou Ricardo e Emanuel na vitória sobre os espanhóis Bosma e Herrera. Na capital fluminense, há cinco anos, apertou o botão para executar o hino nacional após a vitória do time masculino sobre a Itália, no Maracanãzinho lotado.

"Eu me lembro de Ricardo e Emanuel em 2004 vencendo o vôlei de praia e é claro que eu me lembro do time masculino do vôlei de quadra no Rio em 2016. Foi um momento muito especial para mim. Todo mundo estava chorando. Para Serginho (ex-líbero da Seleção), creio que foi o auge da carreira ganhar o ouro em casa", relembrou.

Douglas Souza em ação durante a vitória do Brasil sobre a Tunísia
foto: Yuri Cortez/AFP

Douglas Souza em ação durante a vitória do Brasil sobre a Tunísia

 
"Não sei se eu dou sorte ao Brasil, mas o Brasil é provavelmente o país número 1 no vôlei de praia e no vôlei de quadra. Não acho que vocês precisem de sorte, mas eu quero fazer os torcedores e os atletas felizes. Se eu tocar a música certa para vocês, tudo está bem", completou. Se dá boa sorte ou não, jamais se saberá. Mas, por via das dúvidas, que siga tocando de Anitta a Pabllo Vittar.

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