Vôlei do Brasil sofre primeira derrota em Tóquio: 3 a 0 para a Rússia

Em terceiro lugar, atrás do Comitê Olímpico Russo e dos Estados Unidos, Brasil precisa vencer os EUA nesta quinta para não passar aperto na rodada final

28/07/2021 12:09 / atualizado em 28/07/2021 19:00
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Ataque brasileiro não conseguiu passar pelo forte bloqueio russo
foto: ANGELA WEISS / AFP

Ataque brasileiro não conseguiu passar pelo forte bloqueio russo

Depois de uma vitória tranquila sobre a Tunísia e um triunfo apertado, de virada, sobre a Argentina, a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei perdeu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta quarta-feira, o time comandado por Renan dal Zotto foi facilmente dominado pelo Comitê Olímpico Russo, que ganhou por 3 sets a 0 (25/22, 25/20 e 25/20), em duelo na Ariake Arena, pela terceira rodada do Grupo B.

O Brasil soma agora duas vitórias e uma derrota e tem cinco pontos. Os russos lideram com folga, invictos, com nove pontos.

A derrota nesta quarta-feira empurra a Seleção Brasileira para o terceiro lugar no grupo, atrás ainda dos Estados Unidos, que fizeram 3 sets a 1 na lanterna Tunísia. Os quatro melhores se classificam às quartas de final.

O time de Renan dal Zotto volta à quadra nesta quinta-feira, às 23h05 (de Brasília). Para que a classificação à próxima fase não se torne um drama, a Seleção precisa vencer os Estados Unidos. Na última rodada, no sábado, ainda encara a França, que nesta rodada foi derrotada pela Argentina por 3 a 2.

A Rússia joga em Tóquio sob o nome de ROC (Comitê Olímpico Russo, em inglês) por conta da punição imposta devido ao escândalo de doping no esporte do país.

Não pode usar nome, bandeira ou qualquer coisa que lembre sua nação - ainda que o vermelho do uniforme seja predominante. Assim como na derrota na Liga das Nações também por 3 sets a 0, em maio, na Itália, o Brasil não esboçou reação.

Bloqueio russo


Em quadra, Renan dal Zotto manteve a base do time titular e o Brasil começou o jogo com: Bruno, Leal, Wallace, Maurício Souza, Lucão, Lucarelli e o líbero Thales. E como era de esperar, os times entraram com tudo e o início foi bastante equilibrado.

A Seleção Brasileira conseguia se manter na frente do placar, até que a Rússia se encontrou no jogo. A equipe, muito bem encaixada, virou o marcador, tendo o bloqueio como principal diferencial.

O bloqueio russo voltou igualmente afiado para o segundo set e continuava complicando a vida do Brasil. O Comitê Olímpico Russo, no entanto, errava muitos saques, dando pontos de graça para a seleção brasileira, que, por sua vez, não conseguia aproveitar e viu os adversários abrirem vantagem novamente.

Renan, então, mexeu na equipe, apostando na velocidade de Douglas Souza no ataque e na boa distribuição de bola de Cachopa. As mudanças surtiram efeito em um primeiro momento, mas a Rússia seguia muito firme em quadra e logo barrou a reação brasileira, abrindo 2 a 0.

O técnico brasileiro manteve Douglas Souza em quadra e ele virou praticamente todas as bolas no terceiro set. A parcial começou mais equilibrada, com as equipes trocando pontos, sem abrir vantagem confortável.

Até a metade dela, quando a Rússia embalou de novo e passou a construir a diferença no marcador. O Brasil tentava reagir e colar no placar, mas tinha dificuldades e cometia erros em momentos cruciais.
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