BATISTA

Semifinalista em três nacionais, zagueiro Batista agora defende campo do direito

Jogador atuou seis anos no Galo e ficou 'no quase' nos campeonatos de 1985,1986 e 1987

postado em 16/04/2013 08:30 / atualizado em 19/01/2015 18:26

Pedro Graeff/Estado de Minas

As gerações de Reinaldo, Marques e Ronaldinho estão entre as que tiveram mais perto de conseguir o segundo título brasileiro do Atlético. Sob o comando desses craques, o Galo esteve próximo da conquista em 1977,1980,1999 e 2012. Além desses elencos consagrados, o Alvinegro foi bem representado em outras edições do Nacional, como em 1985,1986 e 1987. Nos três anos, o time sucumbiu nas semifinais e um personagem esteve presente nesses momentos: o zagueiro Batista. Hoje advogado, o ex-defensor lamenta não ter conquistado esse título pelo Atlético.

“Chegamos às semifinais do Brasileiro em 85, 86 e 87. Apresentamos muita técnica, com bons times, mas não ganhamos, infelizmente. Saímos para Coritiba, Guarani e Flamengo em cada um dos anos”, disse ao Superesportes.

Quando questionado sobre as eliminações, Batista não teve dúvidas em apontar qual foi a partida mais dramática. “O jogo contra o Flamengo (1987) foi o pior. O nosso time era muito bem formado e jogamos com um homem a menos (expulso) desde o primeiro tempo. Nós perdíamos por 2 a 0, buscamos o empate, mas o Renato Portaluppi decidiu para eles. O nosso time, comandado pelo Telê (Santana), era excelente”, afirmou.

Antes de vestir as cores do Galo, o zagueiro passou pelo interior de Minas, local onde começou a carreira. Assim como no Atlético, ele passou seis anos no Triângulo Mineiro. “Joguei seis temporadas por Uberlândia e depois pelo Atlético. Fiz parte do time que conquistou a Taça de Prata pelo Uberlândia (1984), o que equivale a Segunda Divisão”, contou.

Recentemente, os Diários Associados divulgaram uma série de reportagens sobre qual o melhor time do Atlético de todos os tempos. Jornalistas, torcedores e ex-adversários opinaram sobre o tema. Contudo, o ex-zagueiro considera que a equipe que disputou as três semifinais de Brasileiro consecutivas é melhor que a atual.

“Eu também considero o time de 1980 o melhor do Atlético. Mas, dentre os time colocados, eu acredito que a minha geração foi melhor tecnicamente que a atual. Levo em conta que o nível do futebol brasileiro era mais forte na minha época, pois os jogadores não saíam com tanta frequência. O nosso time demonstrou muita qualidade. É difícil fazer uma comparação, mas acho aquele time mais forte que o de 2013. Só ressalto que eles também representam muito bem o Atlético. É um time bem treinado pelo Cuca”, concluiu.

Seleção Brasileira

Além de ter perseguido o título nacional com o Galo, Batista também esteve próximo de entrar para a história do futebol brasileiro. Em 1988, nos Jogos de Seul, o Brasil perdeu a medalha de ouro olímpica para a União Soviética e, até então, o time canarinho ainda busca essa conquista inédita. O zagueiro fez parte do grupo da Seleção Brasileira.

“Faltou pouco para conseguirmos o ouro. Mas a nossa equipe, treinada pelo Carlos Alberto Silva, deixou uma base importante. Tanto que, no Mundial de 1994, nos Estados Unidos, o time campeão contava com Taffarel, Jorginho, Dunga, Bebeto e Romário, todos presentes em Seul”, disse.

Experiência fora

Arquivo Estado de Minas
Depois de sair do Atlético, Batista passou por Guarani e Atlético-PR. Mas o fim de carreira do zagueiro foi na Europa. Pelo modesto Tirsense, o ex-defensor pendurou as chuteiras, em 1997.

“Eu joguei num clube da Segunda Divisão em Portugal, junto com o Acácio, que foi goleiro do Vasco. Conseguimos subir a equipe. Era um futebol diferente. Não era um futebol tão bonito como a escola brasileira. Mas foi gratificante a experiência de jogar fora. Passei seis anos no Tirsense”, destacou.

Quando parou de jogar profissionalmente, Batista focou nos estudos. Com a formação em educação física feita no decorrer da carreira, o ex-jogador foi para outra área: o direito. Atualmente, ele é advogado e trabalha com um ex-companheiro de Atlético. “Sou filiado a OAB e trabalho no gabinete do João Leite. Já tinha o curso de educação física, e decidi fazer outra área. Estou com 51 anos, sou casado e tenho três filhos”, completou.

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