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Autor de gol contra Juventude, Eduardo espera se firmar como técnico e sonha em voltar ao Galo

Ex-goleiro, que marcou o gol da vitória do Atlético sobre o time gaúcho em 2003, agora faz cursos da CBF e revelou sonho de um dia trabalhar novamente no Alvinegro

postado em 27/09/2016 09:00 / atualizado em 26/09/2016 21:27

Jorge Gontijo/EM/D.A Press
Eduardo, goleiro do Atlético entre 2002 e 2004, passou por vários momentos marcantes vestindo a camisa alvinegra. Um deles foi contra o próximo adversário do Galo na Copa do Brasil desta temporada. Diante do Juventude, no Campeonato Brasileiro de 2003, a equipe, então comandada pelo técnico Marcelo Oliveira, empatava por 1 a 1. Sabendo da necessidade da vitória do time no Mineirão, Eduardo foi para a área adversária já nos acréscimos do segundo tempo e, após cobrança de escanteio, cabeceou para as redes, decretando o triunfo atleticano.

“A gente não vivia um momento bom, e o Marcelo, que era o treinador na época, era um cara bom, com boas ideias. Eu sempre quis vencer, então fui para área com a autorização do Marcelo. Eu tinha quase certeza que ia fazer o gol. Foi um dia especial”, disse o ex-goleiro do Atlético, que também comentou sobre o duelo entre Galo e Juventude pelas quartas de final da Copa do Brasil.  

Jorge Gontijo/EM/D.A Press
“No Atlético, não tem nada fácil, nunca é fácil. Tem que ser no finalzinho, caso contrário não é Galo. O Juventude eliminou um grande (São Paulo) e o jogo lá (em Caxias do Sul) é muito difícil. Tem que ficar esperto”, completou.  

Os clássicos,  considerados um jogo à parte pelos torcedores, eram também uma das partidas preferidas de Eduardo. O camisa 1 se envolvia demais no principal duelo de Minas Gerais. Em um deles, o goleiro do Atlético e o zagueiro Cris se desentenderam. Em 2004, o defensor celeste comemorou o título mineiro próximo à bandeirinha de escanteio, onde estava a divisa das torcidas de Atlético e Cruzeiro. Irritado com a provocação, Eduardo foi tirar satisfações e os dois atletas brigaram.

“Foi um momento de emoção muito grande. Pela perda do título, ficamos exaltados. Ele (Cris) foi desrespeitar o torcedor, eu me senti ofendido e tomei aquela atitude para evitar isso (risos). O torcedor gostou, mas, à época, não foi muito bem-visto pela presidência”, revelou Eduardo.   

Marcos Michelin/EM/D.A Press
“Os clássicos são muito marcantes, e eu vivi vários momentos marcantes no Atlético. Eu sempre vou a Belo Horizonte, é um amor. Eu sinto muito saudades. É meu clube de coração. Mantenho contato sempre e participo de grupos do Galo. Foi maravilhoso minha história no Atlético. A torcida é apaixonada, cheio de aficionados”.

Carreira de treinador


Em 2011, quando jogava pelo Figueirense, Eduardo recebeu uma triste notícia. Após exames de rotina, ele foi diagnosticado com problemas cardíacos, o que o obrigou a se aposentar aos 33 anos.

“Foi ruim. Agora, não posso mais viver em alto rendimento, mas posso viver bem. Não foi frustrante, porque eu realizei bastante coisa na minha carreira. Eu já estou até no futebol de novo, trabalhando como treinador”, disse o ex-goleiro, que agora busca o sucesso na carreira de comandante.   

“Eu sempre fui um cara que tinha liderança nos clubes, fui capitão. O Jorginho (treinador do Figueirense em 2011), na época que me aposentei, me perguntou: ‘E aí, o que você vai fazer agora?’ Eu disse que queria ficar no futebol, então, ele perguntou se eu queria ser treinador de goleiros ou de todo mundo. Eu disse que queria ser treinador do elenco. Foi aí que ele me chamou para permanecer lá, ajudando na função. Então, fiquei no Figueirense um tempo”, explicou.

Depois de ser estagiário no clube de Santa Catarina, Eduardo trabalhou com técnicos renomados do futebol como Abel Braga, no Fluminense, e Muricy Ramalho, no Santos. Além disso, ele teve a oportunidade de ser treinador em quatro times: Nova Iguaçu, Gama, Duque de Caxias-RJ e Resende. Agora sem clube, o ex-goleiro segue estudando para, quem sabe um dia, realizar o sonho de trabalhar no Atlético.

“Eu vou ficar uma semana na Cidade do Galo. Estou fazendo um curso da CBF, de treinamento, e terei que fazer estágio de uma semana em algum clube e farei no Galo, na base. Estou estudando, me capacitando mais. Apesar de ter vivido o jogo, é importante entender a teoria, estou estudando desde junho de 2015. Já fiz uns cinco cursos.  Estou me preparando para voltar ao Galo, para viver essas emoções do clube todos os dias”.

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