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A virada de Jailson: da quase aposentadoria às grandes atuações no América

Em entrevista ao Superesportes, goleiro do Coelho destaca importância da esposa na reviravolta da carreira, com participações decisivas pelo time mineiro

05/05/2022 10:05 / atualizado em 05/05/2022 10:45
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Jailson desabou de emoção após ser decisivo na disputa de pênaltis contra o Barcelona
foto: Mourão Panda/América

Jailson desabou de emoção após ser decisivo na disputa de pênaltis contra o Barcelona


Mesmo com pouco tempo de América, Jailson já escreveu seu nome na história do clube. O experiente goleiro foi decisivo para que o Coelho avançasse à fase de grupos da Copa Libertadores com pênaltis defendidos nas primeiras fases. Uma reviravolta na carreira, que esteve perto da aposentadoria.

Em entrevista ao Superesportes, ele relembra a emoção do momento, destaca a importância da mulher na carreira e analisa a participação no grupo de jogadores.

Jailson defendeu um pênalti em cada disputa do América, na primeira e na segunda fases da Libertadores, contra Guaraní-PAR, e Barcelona-EQU, respectivamente. Mas foi na classificação para a etapa de grupos da competição continental que o goleiro desabou de emoção.



"Quando eu defendi o pênalti, conseguimos classificar para a fase de grupo da Libertadores, eu parei uns 10  segundos e fiquei pensando, falei 'minha esposa estava certa em não deixar eu me aposentar'. Imagina só se eu tivesse parado, o que teria acontecido no América. O que tiver que acontecer vai acontecer, entendeu? E eu sou muito feliz de fazer parte de toda essa história que o América está vivendo, 110 anos. Então para mim está sendo gratificante mesmo", disse.

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Antes de chegar ao América, o goleiro de 40 anos pensou em se aposentar, mas a participação de Mônica, sua mulher, foi decisiva para que isso não ocorresse. Seu estafe apresentou a proposta do clube mineiro, mas ele estava decidido a recusar. 

"Falei 'não, Marcelo (Zanotti, empresário do atleta), quero descansar, quero me aposentar mesmo'. E nisso minha esposa estava do lado quando eu falei com meu empresário. Ela falou 'é isso mesmo que você quer? Se aposentar? Respeito, mas não concordo'", conta Jailson, que ressalta a insistência da esposa.

"Aí eu falei 'por que você não concorda?' 'Porque eu vi coisa boa para você. Eu tenho certeza que no América você vai ser feliz', minha esposa falou desse jeito. E até no momento eu falei 'não, quero parar mesmo. Quero curtir minha família. Aproveitar o Gabrielzinho que está crescendo'", completou. 

Apesar disso, Mônica continuou conversando com ele durante o dia, até que Jailson se colocou à disposição para ouvir a proposta do América.

"E nisso ela ficou um dia falando na minha cabeça e no outro dia eu liguei para o meu empresário 'Marcelo quero ouvir a proposta do América, quero ver se é boa mesmo'. Ouvi a proposta do América, conversei com a minha esposa e falei 'vamos jogar mais um ano, porque você falou isso'. Graças a Deus eu pude ouvir", relatou.



História na Libertadores


Decisivo nos pênaltis, alguns torcedores já consideram Jailson um ídolo do América. No entanto, o goleiro diz que está focado nas competições e relata que a 'ficha ainda não caiu'. 

"Para mim só vai cair a ficha daqui um ou dois anos depois que eu parar. Porque eu estou no momento ainda, jogando, concentrando. O torcedor fala que eu sou ídolo porque conseguimos colocar o América na Libertadores, caiu a ficha um pouco, mas não totalmente", afirmou o jogador.

Por fim, o veterano analisou a participação que tem entre os jogadores. Com duas Libertadores conquistadas, ele é um dos mais experientes do grupo americano e tenta passar a diferença do torneio continental para os outros atletas. 

"Eu sou um do grupo que ganhou duas Libertadores. Tento passar minha experiência para o pessoal. A gente sabe que disputar Libertadores não é fácil, se não me engano é a sexta Libertadores que eu disputo, e ganhei duas. E não é fácil, entendeu? Tiramos o Barcelona, que já disputou várias Libertadores, tivemos o Guarani também, que é um time cascudo da Libertadores. Não é fácil", explicou.

"E eu com a minha experiência tento passar para o pessoal que Libertadores é um campeonato diferente mesmo, diferente de Brasileiro. Entramos na fase de grupo. Lógico que a gente pensa em chegar na final da outra fase. Claro que não vai ser fácil. Eu acho que o primeiro ano tem muitas pessoas que estão aprendendo a disputar uma Libertadores e eu tento passar a minha experiência da melhor forma possível", complementou.

Após retomar a forma física, Jailson se tornou titular absoluto do América. Até o momento, foram 15 partidas disputadas. O goleiro estará em campo para defender o Coelho neste sábado, às 16h30, quando enfrentará o Atlético no Independência (com mando do rival), pelo Campeonato Brasileiro.

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