
Marrony em ação com a camisa do Midtjylland
São algumas variáveis que definem o impacto do possível retorno do atleta ao futebol brasileiro nos cofres alvinegros. O Superesportes explica.
Mecanismo de solidariedade
Formado nas categorias de base do Vasco, Marrony foi contratado pelo Atlético em junho de 2020 por R$ 20 milhões. À época, o jovem tinha 21 anos.
A Fifa considera que o período de formação de um atleta vai dos 12 aos 23 anos. Para premiar os clubes que "lapidaram" jogadores, a entidade criou o "mecanismo de solidariedade".
A regra estabelece que 5% dos valores de qualquer transferência devem ser repassados proporcionalmente às equipes que contribuíram com a formação do atleta negociado.
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O problema para o Atlético é que o Inter, inicialmente, deseja ter Marrony por empréstimo gratuito por uma temporada e, ao fim desse prazo, decidir se efetuará o pagamento do valor fixado para comprar definitivamente os direitos econômicos.
Nesse cenário, o clube alvinegro só receberia caso o Colorado topasse adquirir o jogador em dezembro de 2022. Isso, é claro, se o Midtjylland aceitar a oferta gaúcha.
Perda do bônus?
Em agosto de 2021, o Atlético negociou Marrony por 4,5 milhões de euros (R$ 28,3 milhões na cotação da época) ao Midtjylland. O acordo estabeleceu o pagamento de 3 milhões de euros no ato da transferência e 1,5 milhões em junho de 2022.
No contrato de venda, há uma cláusula que bonifica o Atlético em 1 milhão de euros por ano durante os três primeiros anos caso Marrony jogue pelo menos 50% dos jogos do Midtjylland em cada temporada. A ida do jogador ao Inter, portanto, poderia inviabilizar o cumprimento da meta e, consequentemente, o recebimento desses valores por parte do Galo.
Até aqui, Marrony pouco jogou pelo clube dinamarquês. São apenas oito partidas oficiais disputadas (uma como titular) e nenhum gol marcado.